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Um quarto dos professores dizem-se "clinicamente vulneráveis" no arranque do ano letivo

Um quarto dos professores dizem-se "clinicamente vulneráveis" no arranque do ano letivo

Um quarto dos professores (24,6%) dizem sentir-se "clinicamente vulneráveis " na abertura do ano letivo; menos de metade (43,5%) dizem-se "saudáveis" e só 21,9% assumem não pertencer a um grupo de risco. A consulta promovida pela Federação Nacional de Educação (FNE), às condições no arranque das aulas, concluiu que as maiores preocupações dos docentes são a "saúde mental e o bem-estar" (27%) e o "excesso de trabalho" (23,5%).

A consulta online foi promovida durante os primeiros dias de aulas a professores e funcionários não docentes, tendo a FNE recebido pouco mais de mil respostas.

De acordo com os resultados a que o JN teve acesso, a esmagadora maioria dos professores sentem-se "confiantes" (44,5%), "bastante confiantes" (23,6%) ou "muito confiantes" relativamente às medidas de segurança aplicadas pelas escolas, considerando 76,8% que os estabelecimentos estão a organizar todos os aspetos para garantir que são um "local seguro".

Mais de metade responde que os agrupamentos já lhes atribuíram um computador para o ano letivo e 90% respondem já terem sido testados à covid-19. Outras preocupações destacadas no questionário são "o impacto da pandemia na saúde mental e bem-estar dos alunos" (8,5%) e a "saúde e segurança no seu local de trabalho" (7,9%). Já para os funcionários não docentes, as principais preocupações são "o excesso de trabalho" (25%), "a saúde e a segurança no seu local de trabalho" (21,1%) e as remunerações (20,5%).

Quase 63% queixam-se de falta de funcionários

Os não docentes manifestam-se sentir mais saudáveis neste arranque de ano (59,8%); 17,4% descrevem-se "clinicamente vulneráveis" e só 13,6% dizem não pertencer a grupos de risco. A maioria (62,9%) respondeu que faltam assistentes operacionais nas escolas.

No arranque das aulas, o líder da FNE lamentou que o ano letivo começasse com "velhos problemas". João Dias da Silva defende como "fundamental" mais recursos para as escolas conseguirem executar os planos de recuperação das aprendizagens, a conclusão da entrega de computadores aos alunos no âmbito do plano de digitalização e o reforço da rede de Internet dos estabelecimentos.

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As dificuldades das escolas no preenchimento de todos os horários já se fazem sentir e ainda há alunos sem todos os professores. Uma "situação inaceitável", classifica Dias da Silva, que responsabiliza a tutela pela falta de docentes.

"A culpa é do Ministério da Educação que não faz rigorosamente nada", afirma ao JN.

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