Eleições diretas

"Um voto a mais era suficiente", considera Rui Rio

"Um voto a mais era suficiente", considera Rui Rio

Rui Rio considerou, nesta noite de sábado, que teve "uma vitória enorme". "Bastaria um voto a mais", afirmou, dizendo que agora é altura de "marcar a unidade". E admitiu que conta com Montenegro.

"Um voto a mais era suficiente". Para Rui Rio, já seria uma vitória. Mas, o líder do PSD conseguiu renovar o mandato com perto de dois mil votos a mais do que o seu adversário Luís Montenegro, o que considera traduzir-se numa "vitória enorme". "O resultado, para mim, é inequívoco, é claro!", afirmou Rui Rio, defendendo que os militantes votaram na "estabilidade". Os resultados provisórios indicam que Rui Rio obteve 16.420 votos (53,02%) e Luís Montenegro 14.547 (46,98%).

Num discurso fundamentalmente focado em cortar com qualquer hipótese de Montenegro manter uma oposição interna à sua liderança, Rui Rio tentou chamar a si os críticos, em nome da unidade do partido. "Houve um momento para marcar a diferença. Vamos iniciar agora o momento para marcar a unidade", afirmou.

Ainda assim, não resistiu a uma piada sobre um pintainho e um galo, a deixar alfinetadas a Montenegro, garantindo que não prometeu nada em troca dos votos a mais que obteve neste sábado, e a mandar um aviso ao seu adversário.

"Para mim, cabem todos cá dentro, desde que estejam com seriedade e lealdade. O nosso adversário comum é o PS e a geringonça". No fim, quando questionado pelos jornalistas, admitiu acolher Montenegro na sua liderança mas com a condição anterior. E reforçou: "Conto com todos os que estejam pela estabilidade e com lealdade. Aceito, desde pequenino, todas as diferenças de opinião. O que não aceito é quando se inventam diferenças de opinião".

Rui Rio recusou, contudo, qualquer ideia de que o PSD saia das diretas partido a meio. "Não é porque no PSD houve eleições disputadas que o partido está partido", vincou, tentando também serenar os seus apoiantes, evitando erros de há dois anos. Por exemplo, o reeleito líder do PSD admitiu que teve "razão" quem se "zangou" com ele há dois anos por ter feito uma lista ao Conselho Nacional conjunta com Pedro Santana Lopes. E prometeu que vai levar ao congresso de Viana do Castelo uma lista própria.

Já falando para os portugueses, Rui Rio garantiu que, consigo na liderança, o PSD vai sempre "servir o país". "Na política, não vejo os outros como inimigos. Vejo como adversários, o que é uma coisa completamente diferente", vincou. E prometeu: "Hoje, ganhei o PSD. Quero com o PSD começar a ganhar o país".

O primeiro passo será dado nas regionais dos Açores, onde Rui Rio considera ser possível disputar eleições "taco a taco" com o PS". E prossegue nas autárquicas, onde avisou que vai escolher "os melhores candidatos" e não os "amigos" ou "quem tem peso, como os líderes de secção".

Num discurso curto e ouvido de pé, perante aplausos dos seus apoiantes, Rui Rio deixou sete mensagens e uma garantia especial para o fundador e militante número um do PSD, Francisco Pinto Balsemão: continuar a defender a social-democracia e a "honrar o legado de Sá Carneiro".

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