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Uma denúncia de agressão nas escolas a cada três dias

Uma denúncia de agressão nas escolas a cada três dias

A cada três dias, a plataforma do Sindicato Independente dos Professores e Educadores (SIPE) recebe uma denúncia de agressão a professores - desde 25 de novembro, 19 casos: a maioria agressões físicas, cometidas por alunos (56%) contra professoras (79%).

A maior parte dos docentes não pede apoio jurídico (78%) nem psicológico (67%). A presidente do SIPE acredita que, apesar de as "escolas não serem campos de batalha", as queixas são apenas a ponta do icebergue já que insultos e ameaças raramente são denunciados.

Amanhã, o SIPE entrega no Parlamento uma petição com mais de oito mil assinaturas a pedir que estas agressões sejam equiparadas a crime público. Ao JN, o gabinete de Tiago Brandão Rodrigues sublinhou que "uma ofensa à integridade física a um docente ou membro da comunidade escolar, no exercício das suas funções ou por causa delas" já tem natureza de crime público e que a criminalidade em contexto escolar é de investigação prioritária desde 2017. Diz que os dados de 2019 ainda estão a ser trabalhados, condena "todas as formas de violência" e apela a todos para "uma atitude proativa de prevenção de comportamentos violentos e de desrespeito".

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