Fronteiras

Uma hora de espera para fazer teste rápido à covid-19 no aeroporto do Porto

Uma hora de espera para fazer teste rápido à covid-19 no aeroporto do Porto

Dezenas de passageiros, com destino a Amesterdão e Eindhoven, esperaram cerca de uma hora para fazer um teste rápido à covid-19 no aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, durante a manhã desta segunda-feira. A fila deveu-se ao facto de os destinos exigirem a apresentação de um teste antigénio à covid-19 feito nas quatro horas que antecedem o embarque. Ainda assim, o movimento era menor do que no passado domingo.

Com um voo para Amesterdão marcado para as 12.50 horas, Luís Rodrigues chegou ao aeroporto Sá Carneiro três horas antes. Esta segunda-feira, era um dos passageiros que aguardava na fila para realizar o teste antigénio. Na mala, já tinha o resultado negativo do teste PCR, feito na passada sexta-feira. Trabalha no ramo das energias renováveis e vai estar fora de Portugal durante quatro semanas.

O jovem, de 31 anos, vê com bons olhos as restrições impostas à circulação entre países. As saídas de Portugal estão proibidas, exceto em situações devidamente justificadas. Ao que o JN conseguiu apurar, no aeroporto do Porto, a esmagadora maioria dos passageiros está a apresentar razões válidas para viajar, sendo que a maioria das deslocações é justificada por questões de trabalho.

"É importante que seja necessário fazer um teste para entrar em Portugal. Há cerca de uma semana, achei estranho não ter de o fazer. Em quase todos os países era obrigatório", referiu o jovem de 31 anos.

A escassos metros, também na fila, estava Joana Ramos. Com uma camisola da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto vestida, a jovem saiu do país ao abrigo do programa Erasmus. Está no segundo ano do mestrado em engenharia informática e chegou a temer não conseguir embarcar devido ao fecho de fronteiras. Chegou ao Sá Carneiro às 9 horas.

"No semestre passado, já tive um Erasmus cancelado e, por isso, estive atenta ao decreto que saiu do Conselho de Ministros na semana passada. A faculdade também entrou em contacto comigo para me informar sobre a documentação que tinha de trazer, mas souberam dizer ia conseguir embarcar", contou a estudante que vai fazer a dissertação de mestrado na Holanda.

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"Concordo que as viagens de lazer não sejam permitidas neste momento, mas esta é uma viagem que já está a ser preparada há muito tempo. Não é de todo uma viagem de lazer. No meu caso, é muito importante para mim colaborar com a universidade na Holanda", afirmou Joana Ramos.

Livre da fila estava Manuel Sousa. Trabalha em França há três anos e, de seis em seis meses, regressa a Portugal para passar o fim de semana na companhia da família. Esta segunda-feira, voltou ao trabalho. Para viajar até França, é obrigatório apresentar um teste PCR negativo para a covid-19 que tenha sido realizado 72 horas antes do voo. Manuel Sousa tinha já tudo pronto para embarcar. No que toca às restrições para entrar em Portugal, vê com bons olhos as medidas. No entanto, no seu entender, pecam por tardias.

"Só quando a casa caiu abaixo é que encontramos soluções. Portugal era o país que tinha menos controlo. A gente desembarcava sem qualquer controlo. Em França, até para viajar dentro do próprio país, há controlo sanitário", disse o homem, de 55 anos, natural de Viana do Castelo.

Manuel Sousa admite sentir-se "mais confiante" sabendo que, dentro do avião, todos os passageiros testaram negativo. Ainda assim, não considera suficiente. "Fiz o teste na sexta-feira e vou viajar hoje. Quem me garante que não me infetei? Acho que as pessoas é que têm de ter responsabilidade", sublinhou.

Paulo Oliveira vai trabalhar na Holanda. "Estas limitações à circulação são boas. Pelo menos, esta via de contágio fica mais restrita", considerou o homem, de 37 anos.

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