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Universidades podem vir a fazer cinco mil testes de despiste à Covid-19 por dia

Universidades podem vir a fazer cinco mil testes de despiste à Covid-19 por dia

As universidades e politécnicos portugueses que montaram laboratórios para efetuar testes de despistagem à Covid-19, validados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), deverão, em breve, estar a conseguir fazer cinco mil testes por dia.

A maioria é destinada a lares de terceira idade, apesar de também poderem responder a necessidades de hospitais e de centros de saúde. A informação foi dada, esta sexta-feira de manhã, por Ana Mendes Godinho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, e por Manuel Heitor, ministro da Ciência e do Ensino Superior, numa visita à Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro.

"Neste momento, já temos uma rede de 17 laboratórios protocolados, no sentido de aumentar a capacidade da realização de testes, que abrange entre quatro a cinco mil testes por dia. Alguns ainda estão em processo de validação, por parte do INSA. É um requisito que sejam validados, para garantir a segurança desta operação", adiantou Ana Mendes Godinho.

De acordo com a governante, "este é um programa que resulta da capacidade de parceria entre todos" e a prioridade é fazer testes aos trabalhadores dos lares. "Há mais de um mês que foram proibidas as visitas nos lares. Portanto, a nossa principal preocupação agora é limitar o risco de propagação de quem está a entrar e a sair dos lares, que são os trabalhadores", explicou a ministra.

Zaragatoas e reagentes portugueses

"O plano, neste momento, é para podermos vir a atingir entre 40 a 50 mil testes no próximo mês. Ontem, 5500 já tinham sido realizados. É um processo que estamos a implementar gradualmente, mas que veio mobilizar de uma forma inédita a comunidade científica", reforçou o ministro da Ciência e do Ensino Superior.

Para ser possível a realização de testes nas universidades e politécnicos, foi necessário certificar laboratórios e métodos. Além de ter sido essencial validar a utilização de material essencial à realização dos testes. "Um dos laboratórios envolvidos, o Instituto de Medicina Molecular, o que fez foi adaptar e adequar o protocolo para utilizar reagentes nacionais.

Assim, para além dos protocolos mais tradicionais, que utilizam reagentes importados, temos já hoje em operação um novo protocolo que só usa reagentes nacionais", avançou Manuel Heitor. O ministro realçou, também, o trabalho que foi necessário para colmatar a escassez de zaragatoas e a parceria "entre a capacidade científica e a capacidade industrial", que permitiu, "no prazo de duas semanas, que uma grande empresa portuguesa que faz cotonetes adaptasse uma nova de linha de produção, estando já hoje a produzir zaragatoas".