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Utentes desesperam à porta da loja do cidadão

Utentes desesperam à porta da loja do cidadão

O atendimento presencial nas lojas do cidadão é realizado por marcação online ou telefónica. Mas em Famalicão, dada a falta de resposta ou o facto de só haver agendamentos para novembro, as pessoas fazem fila à porta para tentar ser atendidas, caso haja alguma desistência.

Às 11.30 horas, à porta da loja de cidadão de Famalicão, Augusto Oliveira aguardava pela mulher, Maria Ferreira, que estava a realizar a renovação do cartão de cidadão. O casal vive atualmente na Alemanha e está de férias em Portugal.

Na tarde do dia anterior, tentaram realizar a marcação para o atendimento por telefone no Espaço do Cidadão, na mesma cidade. "Pode-se esperar sentado que eles não atendem", disse ao JN Augusto Oliveira, referindo-se à loja do cidadão. Só através do Espaço do Cidadão conseguiram arranjar uma vaga para atendimento presencial na Loja do Cidadão.

Contudo, nem assim ficaram com o problema resolvido uma vez que fizeram uma marcação errada. "A marcação era para revalidar, mas como eu não tenho os códigos tem de ser o serviço de novo cartão de cidadão", desabafou Maria Ferreira. Descontente com a situação, Augusto Oliveira lamentava a forma como foi tratado. "Disseram-me para ir para a fila e ver se tem vaga", dizia ao JN, lamentando que "poderia estar aqui todo o dia e não sermos atendidos". O serviço "está a funcionar muito mal", dizia Maria Ferreira.

Emília Tinoco tentou a marcação por telefone, mas não conseguiu: desde quinta-feira que "ninguém atende o telefone", garantia. A famalicense comenta que foi à loja do cidadão "na esperança de conseguir fazer a renovação (do cartão de cidadão da filha) nas vagas". Pedro Marques, de 46 anos, precisa de fazer a atualização do passaporte, mas não conseguiu marcação. No agendamento telefónico diz que "aguarda-se meia hora e automaticamente desliga, ainda ontem aconteceu isso".

Liliana Azevedo também precisava de fazer a renovação do cartão de cidadão do filho. Há cerca de um mês que tenta o agendamento online, mas a disponibilidade é sempre para novembro. "É muito tarde", diz, revelando que gostava de aproveitar as férias para resolver o problema.

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Para Liliana Azevedo, a solução passaria por um sistema de senhas, "mesmo para quem vem por uma vaga". Referiu que estava "há quase duas horas (na fila) e só entrou uma pessoa desde as 9 horas".

Mas há contudo histórias positivas. "Enviei um e-mail. Contactei pelo e-mail geral e foi tranquilo", diz Rute Moreira, que agendou uma marcação para o registo predial na loja do cidadão. A jovem de 30 anos trabalha em Famalicão, mas vive em Guimarães. Conseguiu realizar a marcação na semana passada e "passado uns dias" teve resposta. Assim como Alberto Oliveira de 64 anos, que marcou atendimento para a Segurança Social e recebeu mensagem com a confirmação da marcação.

"Há mais de uma hora que estou ali (na fila) com marcação e não entro", lamentava António Monteiro, que acompanhou a mulher para uma marcação na Segurança Social "para pagar uma prestação". António Monteiro critica o serviço da loja do cidadão e diz que apenas lhe dizem para "aguardar e esperar pela vez".

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