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Utentes desesperam para marcar consulta nos centros de saúde

Utentes desesperam para marcar consulta nos centros de saúde

Agendamento obrigatório cria constrangimentos no acesso. Ficaram 15 mil diagnósticos de cancro por fazer em três meses.

As novas regras ditadas pela pandemia estão a dificultar a vida aos utentes que querem marcar consulta nos centros de saúde. Desde maio que quem precisa de uma consulta tem de a marcar antes de se deslocar à unidade, mas muitos doentes estão a ficar sem resposta. Há centenas de telefonemas que ficam por atender por incapacidade das linhas e "os secretários clínicos passam o dia a ouvir reclamações". A marcação por email funciona melhor, mas não serve a população mais idosa. Na área do cidadão do Portal SNS, há centros de saúde sem datas de agendamento disponíveis.

"Os doentes têm razão de queixa quando dizem que ninguém atende. A maioria dos centros de saúde não tem central telefónica, tem duas ou três linhas, que quando estão ocupadas dão sinal de chamada. Por isso, a sensação de que ninguém atende", explica Rosa Ribeiro, dirigente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e médica de família no Alto Tâmega e Barroso.

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