Covid-19

Vacina da Pfizer eficaz apesar de alerta de Israel

Vacina da Pfizer eficaz apesar de alerta de Israel

Um estudo do Governo israelita aponta para a redução da eficácia em infeções relacionadas com a variante delta. Portugal já administrou seis milhões de doses da Comirnaty.

A Comirnaty, a vacina da BioNTech/Pfizer, tem 64% de eficácia para travar novas infeções, de acordo com um estudo publicado na segunda-feira pelo Ministério da Saúde israelita. O país, um dos com mais população vacinada no Mundo, tem registado um aumento de contágios. O fim das restrições e a disseminação da variante delta coincidiram com o declínio da eficácia (94% nas outras variantes).

O caso não é surpreendente para o virologista Pedro Simas, que defende ao JN que 64% é ainda assim "suficiente para impedir que o vírus se propague de forma exponencial nos grupos vacinados".

O governo de Israel realça, no mesmo estudo, que a vacina da Pfizer é 93% eficaz contra doença grave e hospitalizações relacionadas com a covid-19. É, neste momento, a mais administrada em Portugal: ultrapassa as seis milhões de doses, de acordo com números do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças.

Para Pedro Simas, só com vacinação é possível que o vírus passe de uma "disseminação pandémica" para "endémica". "Os vacinados têm menos carga viral e são menos contagiosos para os outros", explica.

Já na segunda-feira, o vice-almirante Gouveia e Melo, responsável da task-force, tinha adiantado à RTP que uma em cada dez mil pessoas com a vacinação completa tinha ficado infetada.

Delta nos 90%

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O Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge apresentou esta terça-feira um relatório que dá conta de que a "frequência relativa" da variante delta esteve nos 89,1%, entre 21 e 27 de junho.

Já a variante alpha, associada ao Reino Unido, tem registado uma tendência decrescente: representava 9,8% dos novos casos no mesmo período.

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