António Costa

Vacinar professores "servirá de teste": Portugal recebe 1,8 milhões de vacinas em abril

Vacinar professores "servirá de teste": Portugal recebe 1,8 milhões de vacinas em abril

António Costa sublinhou, este sábado, que a experiência de vacinação de professores e auxiliares durante este fim de semana servirá de teste para o esforço que terá de ser feito em abril, altura em que chegarão a Portugal 1,8 milhões de vacinas.

A acompanhar a operação de vacinação de docentes e funcionários, a decorrer por todo o país, o primeiro-ministro sublinhou que este exercício é importante "não só para dar segurança a todos os que trabalham nas escolas" mas também para testar os postos de vacinação, que terão um papel fulcral em abril.

Segundo confirmou Costa, no próximo mês chegarão a Portugal 1,8 milhões de vacinas, pelo que o país terá de "triplicar o esforço de vacinação".

"Estamos a fazer um esforço à escala europeia para reforçar a produção de vacinas e temos cumprido as metas previstas", referiu, reconhecendo que a próxima fase do processo - durante a qual se prevê a imunização de 100 mil pessoas por dia - representará "um esforço enorme". "Mas é um problema bom", notou o primeiro-ministro, no centro de vacinação em Odivelas.

Além disso, garantiu que haverá recursos humanos para a administração de todas estas vacinas, entre "recursos do Serviço Nacional de Saúde e outros que possam ter de ser contratados fora do SNS".

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"Já estão identificados os 150 postos, alguns já estão montados como este de Odivelas, outros estão a sê-lo (...) Vamos ter uma operação sete dias por semana, não digo 24 horas, mas sete dias por semana para assegurar todo o esforço de vacinação", sublinhou.

A operação de vacinação de professores e funcionários escolares deverá ser concluída no fim de semana de 10 e 11 de abril, não estando prevista vacinação em massa no fim de semana da Páscoa.

Entre este sábado e domingo, serão imunizados cerca de 78.700 docentes e funcionários do pré-escolar, primeiro ciclo e também da chamada "Escola a Tempo Inteiro".

Questionado em relação ao pedido de capital do Novo Banco ao Fundo de Resolução, o chefe de Governo afirmou que, "manifestamente, ultrapassa" aquilo que se avalia ser devido.

"É um pedido, será devidamente apreciado. Como o Ministério das Finanças ontem [sexta-feira] já disse, manifestamente ultrapassa aquilo que é a avaliação que se faz sobre o que são as necessidades e aquilo que é devido, mas isso é outro filme", referiu.

A transferência de 476 milhões de euros prevista na proposta de Orçamento do Estado para o Fundo de Resolução, destinada a financiar o Novo Banco, acabou por ser chumbada no Parlamento, mas o Governo já indicou que irá cumprir o contrato estabelecido aquando da venda da instituição financeira à Lone Star.

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