Saúde

Vacinados contra a covid-19 podem dar sangue sem esperar sete dias

Vacinados contra a covid-19 podem dar sangue sem esperar sete dias

As pessoas vacinadas contra a covid-19, com as doses primárias ou de reforço, já não precisam de esperar sete dias para poderem dar sangue. Reservas do Instituto do Sangue dão para quatro dias para os grupos sanguíneos 0+ e A+. Lacerda Sales deu o exemplo e fez apelo à doação.

Quem receber a vacina contra a covid-19 pode dar sangue assim que quiser, sem ser preciso esperar sete dias como até agora era exigido pelas autoridades de saúde, "desde que se sintam bem e estejam assintomáticos", anunciou o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), esta quarta-feira, em comunicado.

Numa altura em que a reserva nacional está abaixo do normal - com cerca de 8000 unidades de sangue quando o normal são 14 mil - o IPST reforça o apelo de doação feito há uma semana.

"Ao dia de hoje, as reservas que temos no IPST variam ente os quatro dias para 0+ e A+ e os 38 dias para AB+. No entanto, nos hospitais, cada serviço tem também as suas próprias reservas. Assim, as reservas situam-se entre os 15 dias e os 48 dias", indicou ao JN Maria Antónia Escoval, presidente do IPST.

No entanto, "estas reservas não são estáticas, todos os dias se alteram" com as colheitas feitas e os consumos e "nos hospitais são necessárias 800 a mil unidades de sangue" todos os dias.

"No mês de janeiro esta é sempre uma situação crítica, já era antes da pandemia por causa das infeções respiratórias", explica. "No ano passado, as pessoas estavam em confinamento mas tiveram autorização para ir dar sangue. Este ano é diferente, tivemos cerca de um milhão e cem mil pessoas em isolamento profilático e quem teve covid tem de esperar 14 dias".

"No último mês temos tido em geral um terço das reservas que costumamos ter", confirmou Álvaro Beleza, diretor do serviço de Sangue do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, em declarações à Sic Notícias.

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Com o apelo à doação de sangue, feito pelo IPST a 25 de janeiro, "durante o fim de semana (dias 29 e 30) os três centros [Lisboa, Coimbra e Porto] tiveram cerca de dois mil inscritos e 1700 unidades colhidas", um valor que "correspondeu à expectativa", segundo Maria Antónia Escoval.

Mas "para continuar a responder às necessidades temos de ter colheitas significativas todos os dias. Estamos mesmo a necessitar de pessoas dadoras", reitera a presidente do IPST.

Álvaro Beleza diz que "é preciso que venham doar os dadores que temos, mas também atrair novos", uma vez que, a maioria dos dadores são "pessoas com cerca de 50 anos". E garante: "cada vez há mais jovens a dar sangue".

Lacerda Sales dá exemplo e faz apelo

Para salientar a importância deste gesto, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, deu o exemplo e efetuou esta quarta-feira a sua dádiva de sangue nas instalações do IPST.

"Façam a sua dádiva regular, essencial para garantir a estabilidade das reservas de sangue no nosso país", apelou o governante, dirigindo-se aos possíveis dadores. "A dádiva de sangue é um ato de altruísmo e generosidade que salva vidas", frisou.

Podem ser dadores de sangue pessoas com mais de 18 anos, mais de 50 quilos e saudáveis. O IPST tem postos fixos de atendimento em Lisboa, Porto e Coimbra e os restantes locais a nível nacional para doação de sangue e respetivos horários podem ser consultados aqui.

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