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Vagas voltam a aumentar: Porto e Lisboa são as que mais ganham

Vagas voltam a aumentar: Porto e Lisboa são as que mais ganham

Cursos na área do digital e com índice de excelência têm oferta reforçada.

Veja aqui as vagas de acesso ao Ensino Superior - 1ª fase

As vagas para o Ensino Superior voltam a aumentar: este ano serão 52 242, o maior número desde 2015 e mais 834 do que no ano passado. As instituições do Porto e de Lisboa são as que mais lugares ganham, graças ao reforço da oferta na área digital e dos cursos com índice de excelência (que conjuga a procura com uma média de ingresso superior a 17 valores). As candidaturas arrancam dia 6.

Só as universidades do Porto e Nova de Lisboa terão mais 233 e 146 vagas do que em 2020, respetivamente. São as instituições que mais ganham, especialmente graças ao indicador de excelência. A Universidade de Lisboa abre mais 56 vagas, que corresponde ao reforço nos cursos de excelência, nomeadamente Engenharia Aeroespacial e Engenharia Física e Tecnológica, que registaram das médias de ingresso mais elevadas.

No total, as instituições em Lisboa e Porto ganham 455 vagas (totalizando 21 463 lugares) enquanto nas regiões de menor pressão demográfica o acréscimo é de 311 lugares (sendo disponibilizados 16 087 lugares). O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, Pedro Dominguinhos, admite que os números não o surpreendem. No parecer sobre a fixação de vagas, alertava para a possibilidade de o índice de excelência provocar um aumento significativo de vagas no Porto e Lisboa. As instituições do Interior, no entanto, reforçam as vagas na área do digital, sublinha.

Medicina inalterável

Os cursos com mais vagas voltam a ser Direito, nas universidades de Lisboa e de Coimbra, com 445 e 334 vagas, respetivamente; Enfermagem, nas escolas superiores de Coimbra, Lisboa e Porto, com 320, 285 e 257 lugares disponíveis; Gestão, na Nova de Lisboa, com 290 vagas; Engenharia Informática e de Computação, com 260 lugares, ou Engenharia Eletrónica e de Computação (ambos na UPorto), com 230 vagas. Medicina, apesar de surgir neste top - por exemplo, com 295 vagas na Universidade de Lisboa, 255 em Coimbra ou 245 no Porto - é uma área que volta a manter o número de lugares, apesar dos apelos do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior para as instituições aumentarem as vagas.

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Opções

Manuel Heitor sublinha que as instituições, no âmbito da sua autonomia, puderam reforçar as vagas nos cursos de excelência. "Se não aumentam as vagas em Medicina, a opção é delas". Ao JN, o ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior frisa o curso que irá abrir na Universidade Católica e os incentivos, por exemplo, à investigação clínica nas universidades de Trás-os-Montes e Évora. "Tudo farei para continuar a reforçar a capacidade de ensino e investigação na área Biomédica, porque há um número grande de candidatos a essas opções e temos que adaptar a oferta às suas pretensões".

O presidente do Conselho de Reitores, António Sousa Pereira, defende que a capacidade de oferta "está condicionada pelos hospitais universitários". "Pode ser um cenário político favorável que pode tornar-se numa catástrofe se houver estudantes formados sem a mínima possibilidade de fazerem especialização", alerta.

Calendário

A primeira fase de candidaturas será entre 6 a 20 de agosto e as colocações a 27 de setembro, dia em que arranca a segunda fase, que termina a 8 de outubro. A terceira fase de acesso será entre 21 e 25 de outubro.

Concursos locais

Às 52 242 vagas acrescem 721 lugares disponíveis pelos concursos locais para cursos nas áreas da música, teatro, cinema ou dança.

Reforço de vagas

Se as "circunstâncias excecionais" de 2020 se repetirem, pode haver nova transferência de vagas dos concursos especiais (para alunos internacionais e maiores de 23 anos).

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