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Veiga Simão lamenta destino da avaliação de desempenho dos professores

Veiga Simão lamenta destino da avaliação de desempenho dos professores

O ex-ministro da Educação José Veiga Simão, que esta quarta-feira, recebe o doutoramento honoris causa pelo ISCTE, uma das várias instituições de Ensino Superior que criou, lamenta que a avaliação dos professores tenha acabado revogada na Assembleia da República.

Veiga Simão lamentou que a avaliação de desempenho docente lançada por Maria de Lurdes Rodrigues tenha acabado como acabou no Parlamento - está ainda em apreciação no Tribunal Constitucional - e defendeu as reformas encetadas pela ex-ministra da Educação.

"Tenho pena que a avaliação dos professores tenha sido arremessada da forma como foi agora. É natural que devia ter aperfeiçoamentos contínuos, mas a criação destes vazios é imprópria de uma educação que tem por ambição o sonho", afirmou, em declarações à Lusa.

Questionado sobre o actual panorama da Educação em Portugal, considerou que muito foi feito, apesar de apontar erros, como "a extinção das escolas técnicas", a seguir ao 25 de Abril. "Levou-nos a grandes atrasos", considera.

Encara as Novas Oportunidades como uma grande iniciativa, mas que precisa se ser "temperada pela exigência", especialmente no acesso à universidade: "Quase toda a gente com 23 anos entra na universidade".

O elogio de Veiga Simão vai estar a cargo de Maria de Lurdes Rodrigues, uma ministra que afirma ter tentado introduzir reformas com "grande seriedade", apesar de polémicas.

Veiga Simão, que foi ministro da Educação a partir de 1970, cargo que desempenhou até ao 25 de Abril de 1974 - é distinguido pelo ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, pela reforma do ensino que realizou nos anos 1970.

Na mesma ocasião, será atribuído o grau de doutor honoris causa ao empresário André Jordan pela obra realizada na área do turismo, em Portugal, assente na "inovação" e num "elevado patamar de qualidade dos seus empreendimentos", fundamentou o ISCTE.

Na cerimónia, estarão presentes Ramalho Eanes, antigo Presidente da República, Victor Crespo, ex-ministro da Educação e da Ciência, e António Saraiva, presidentes da CIP, entre outros.

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