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Ventura alvo de processo por assédio e discriminação racial

Ventura alvo de processo por assédio e discriminação racial

O líder do Chega, André Ventura, foi alvo de um processo por assédio e discriminação racial, instaurado pela Comissão para a Igualdade e contra a Discriminação Racial. Em causa estarão as palavras dirigidas por Ventura contra a comunidade cigana.

O JN confirmou a informação junto de fonte do Chega, que referiu que o processo foi aberto na sequência de uma denúncia da associação Letras Nómadas, que representa a comunidade cigana. Até ao momento, ainda não foi possível obter uma resposta da parte da Comissão.

Ao que o JN apurou, André Ventura irá recorrer para o Tribunal Administrativo de Lisboa, por considerar o processo ilegal e inconstitucional.

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Num vídeo em direto no Facebook, publicado esta terça-feira, André Ventura considerou que o país está a caminho de uma "venezuelização", por tanto ele como o Chega estarem "cada vez a ser mais escrutinados".

Falando em "tentativa de perseguição", garantiu que não irá mudar o seu estilo sequer "um milímetro". E acrescentou: "Nem eu nem o Chega estamos com medo ou com receio, embora isto seja um sinal preocupante do estado a que o país está a chegar".

A comunidade cigana, recorde-se, tem sido um dos alvos principais dos discursos do líder do Chega. Na semana passada, Ventura foi repreendido pelo presidente da Assembleia da República devido a um discurso em que, recorrendo a generalizações, censurou a "impunidade brutal" da comunidade.

"Nenhum grupo étnico, seja ele qual for, tem o exclusivo ou da honradez ou da malvadez", respondeu-lhe, nessa ocasião, Augusto Santos Silva.

Esta não é a primeira vez que Ventura é condenado por racismo. Em 2020, foi obrigado a pagar uma multa de cerca de 400 euros por ter desrespeitado a comunidade cigana e, em 2021, foi multado em 5 mil euros pelo tribunal por ter chamado "bandidos" a uma família de negros residente no bairro da Jamaica, no Seixal.

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