Pandemia

Viajantes de Portugal terão de fornecer contactos para visitar Galiza

Viajantes de Portugal terão de fornecer contactos para visitar Galiza

Os cidadãos de nacionalidade portuguesa estão na listagem, publicada pela Junta da Galiza, de visitantes que terão de se identificar junto das autoridades para aceder àquele território.

Na sua página oficial, a Junta galega informa que "todos os viajantes que cheguem à Galiza, após permanecer no período de 14 dias anterior em territórios que possuam uma incidência epidemiológica 3,5 vezes superior à da Galiza, devem comunicar às autoridades sanitárias, independentemente de serem residentes" naquela comunidade autónoma. Explica que a medida visa "fazer um diagnóstico precoce de qualquer infeção" por coronavirus.

A informação deverá ser facultada pelo visitante nas primeiras 24 horas, após chegada a território. A mesma poderá ser apresentada através de telefone (para 881002021) ou de um formulário disponível na página da Junta da Galiza.

Aos visitantes é solicitada a procedência, os países visitados nos 14 dias anteriores à chegada ao território, data de entrada e tempo de permanência na Galiza, província de estadia, estabelecimento hoteleiro ou morada da habitação onde vão pernoitar, dados pessoais (nome, documento de identificação e/ou passaporte, nacionalidade) e contactos (telefone e email).

De acordo com a listagem publicada no Diário Oficial da Galiza (DOG), estão obrigados a este procedimentos, cidadãos procedentes de algumas dezenas de países dos continentes africano, Ásia e Europa, entre os quais Portugal. E também das comunidades autónomas espanholas de Aragón, Catalunha, Navarra, País Vasco e La Rioja. A Junta da Galiza informa que aquela listagem será atualizada a cada 15 dias.

De acordo com a norma publicada, a medida é aplicável a visitantes de países com alta incidência de casos de covid-19, onde as autoridades galegas incluem entre outros Portugal ou Bélgica. A lista de países e territórios com limitações de entrada na Galiza inclui 23 Estados da Europa, toda a África, grande parte do continente americano e cerca de 30 nações asiáticas.

Na Europa, a obrigação de comunicar os dados é estabelecida para quem chega à Galiza a partir de Portugal, Albânia, Andorra, Arménia, Áustria, Azerbaijão, Bielorrússia, Bélgica, Bósnia-Herzegovina, Bulgária, Croácia, República Checa, Kosovo, Luxemburgo, Moldávia, Mónaco, Montenegro, Macedónia do Norte, Roménia, Rússia, Sérvia, Suécia e Ucrânia.

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Em Espanha, a medida afetará quem chegar à Galiza a partir de Aragão, Catalunha, Navarra, País Basco e La Rioja.

A obrigação de comunicar os dados detalhados de contacto também se estende aos países para os quais há falta de informações ou dados confiáveis sobre a situação epidemiológica, o que significa que será aplicada a todos os viajantes de qualquer país africano.

Na América, os países afetados são Argentina, Bahamas, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Monserrate, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, San Vicente e Granadinas, São Martinho, Suriname, Ilhas Tortuga, Estados Unidos, Ilhas Virgens, Venezuela, Haiti, Jamaica e Nicarágua.

A medida será ainda aplicada aos viajantes que provenham de países asiáticos como o Bahrein, Bangladesh, Índia, Irão, Iraque, Israel, Cazaquistão, Koweit, Quirguistão, Líbano, Maldivas, Omã, Palestina, Filipinas, Qatar, Arábia Saudita, Singapura, Emirados Árabes Unidos, Uzbequistão, Afeganistão, Butão, Brunei, Camboja, Indonésia, Laos, Mongólia, Mianmar, Nepal, Paquistão, Síria, Tailândia e Vietname.

A lista será atualizada a cada 15 dias e os dados recolhidos serão apagados após 28 dias.

Internacionalmente, a "Xunta" (Governo da comunidade autónoma da Galiza) "reconhece os poderes do Governo" e lembra que "os passageiros provenientes de qualquer aeroporto ou porto estrangeiro devem preencher um formulário" relativo a dados sobre a saúde.

Por isso, indica o diário oficial da região, essas pessoas podem ser isentas de cumprir a mesma obrigação na Galiza "sempre que a administração geral do Estado ceda as informações de contacto à administração regional".

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 650 mil mortos e infetou mais de 16,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.719 pessoas das 50.299 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

* com Lusa

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