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Vieira da Silva diz ser "inevitável" que PS venha a ter liderança feminina

Vieira da Silva diz ser "inevitável" que PS venha a ter liderança feminina

A ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, afirmou ser "inevitável" que o PS venha a ser liderado por uma mulher. A governante, que está a substituir temporariamente António Costa no cargo de primeiro-ministro, sublinha a importância das quotas de género na política.

"É inevitável" que os socialistas elejam, um dia, uma mulher para o cargo de secretária-geral, afirmou Mariana Vieira da Silva, em entrevista ao Jornal Económico, publicada esta sexta-feira.

"É essa a mudança com mais significado que o país tem feito nas últimas décadas", referiu, aludindo à Lei das Quotas de género.

Lembrando que essa lei contribuiu para trazer "mais mulheres para a política", Vieira da Silva considerou que, "inevitavelmente", todos os partidos serão um dia liderados "em momentos diferentes, por mulheres".

"É essa a importância de uma medida como a das quotas: aumentar o número de mulheres que existem nesta vida pública. Era isso que impedia que existissem mulheres em lugares de poder, político mas também económico", resumiu.

Em Portugal, o BE (Catarina Martins) e o PAN (Inês Sousa Real) têm, de momento, lideranças femininas. No passado, o mesmo já sucedeu com o PSD (Manuela Ferreira Leite) e o CDS (Assunção Cristas), embora nunca com o PS.

Nega que escolha de Costa seja sinal para o futuro

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De momento, com as férias de António Costa, é Mariana Vieira da Silva quem desempenha o cargo de primeira-ministra em exercício, apesar de ser apenas a quarta da hierarquia do Governo. Depois do primeiro-ministro, as figuras cimeiras do Executivo são os ministros dos Negócios Estrangeiros, da Economia e das Finanças, que também estarão de férias.

Ainda assim, a ministra da Presidência considera que a decisão de Costa foi "normal" e garante que não lhe deu "a importância que se está a atribuir". Afirma que a necessidade de substituição de um primeiro-ministro "acontece muitas vezes", uma vez que "as instituições têm de funcionar".

O PS está a pouco mais de uma semana de realizar o seu Congresso, que decorre nos dias 28 e 29 deste mês, em Portimão. Vieira da Silva rejeita que esta mudança temporária de cargo possa ser lida como um sinal que Costa quer dar ao partido.

"Estamos no mês de agosto e o congresso foi mudado de data [inicialmente era para ter decorrido em 2020, mas a pandemia forçou o adiamento]. Não tenho nenhuma outra leitura", garante.

Filha de José António Vieira da Silva, ministro do Trabalho e da Solidariedade Social do anterior Governo, Mariana é uma das governantes mais próximas de António Costa. Mesmo com o chefe do Governo de férias, admite que fala com ele "todos os dias".

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