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Visto para mãe e irmã de afegão em greve de fome "está garantido"

Visto para mãe e irmã de afegão em greve de fome "está garantido"

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, disse que o Governo vai garantir visto de entrada em Portugal para a mãe e a irmã de afegão que iniciou uma greve de fome na segunda-feira, no Porto.

Em entrevista à Sic Notícias na noite de segunda-feira, Augusto Santos Silva referiu que contactou Nasir Ahmad, dizendo-lhe o Governo português fará tudo o que está ao seu alcance para reunir os seus familiares que ficaram retidos no Afeganistão.

"Telefonei-lhe e expliquei-lhe qual era a resposta do Governo português. [...] A resposta do Governo português é sim. Em tudo que depender de nós... [...] A concessão de autorização - de visto - para a entrada dessas pessoas em Portugal. Esse visto está garantido. Será atribuído a essas pessoas já em território português", afirmou.

As condições de acolhimento e integração também serão asseguradas enquanto o reagrupamento não se efetua, observou ainda o governante.

"Procuraremos também apoiar essas pessoas no processo que implica a sua saída do Afeganistão, saída que não depende nem exclusiva, nem predominantemente do Governo português", indicou.

De acordo com Augusto Santos Silva, Nasir Ahmad "compreendeu bem" o que é que o Governo pode e está a fazer.

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"Não há razão para ele dirigir uma greve de fome contra o Governo português, quando o Governo português e os portugueses em geral estão do lado dele na sua tentativa, mais do que legítima, de trazer para a segurança do nosso país os familiares diretos", salientou.

Na segunda-feira, o refugiado afegão Nasir Ahmad, que vive no Porto desde 2016, começou uma greve de fome, até receber uma resposta do Governo português sobre a vinda da mãe e irmã para Portugal.

Segundo adiantou em declarações à Lusa, o jovem tem procurado trazer a família para Portugal, ao abrigo de um visto de reagrupamento familiar atribuído em regime excecional.

O afegão, que terminou, recentemente, um mestrado em Marketing no Porto, explicou que as forças militares portuguesas aconselharam que a família se deslocasse até ao aeroporto do Cabul, mas tal não foi possível.

"Quinta-feira da semana passada [os militares portugueses] pediram-lhes para ir ao aeroporto, mas elas não conseguiram ir porque os talibãs não deixaram, estava muita gente e não conseguiram entrar no aeroporto e aconteceu a explosão. Por tudo isso, não conseguiram", contou.

Ainda na quinta-feira, Roshan e Lida pediram ajuda para chegar ao aeroporto, "mas os militares disseram que não podem sair da sua linha e só podiam esperar mais uma hora, entretanto, a explosão aconteceu", detalhou.

Desde o atentado, Nasir não tem tido resposta por parte das forças militares, que saíram do país na sexta-feira.

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