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Vitalino Canas afasta cenários de concertação partidária

Vitalino Canas afasta cenários de concertação partidária

O dirigente socialista Vitalino Canas demarcou-se, esta quarta-feira, da posição do presidente do PS, Almeida Santos, que admitiu um Governo de salvação nacional após as eleições, contrapondo que agora é o momento para se discutirem propostas alternativas.

Em Coimbra, hoje, em declarações aos jornalistas, Almeida Santos admitiu que poderá ter de se formar um governo de salvação nacional se, nas próximas eleições, não se conseguir uma maioria parlamentar ou um governo de coligação.

Na semana passada, na mesma linha, António José Seguro defendeu um compromisso para uma "maioria política e social" e desejou que na campanha eleitoral sejam mantidos "níveis de confiança mínimos" entre os partidos para que "esse entendimento possa acontecer no futuro" -- perspectiva que foi logo recusada por Vitalino Canas, membro do Secretariado Nacional do PS.

Em declarações à agência Lusa, Vitalino Canas disse que mantém a sua perspectiva de considerar que este não é o momento para se colocarem cenários de entendimentos entre os partidos do chamado arco do Governo (PS, PSD e CDS-PP).

"Até à campanha eleitoral é o momento de se apresentarem ideias claras para o país, de se discutirem alternativas entre os diferentes partidos, mesmo que isso gere alguma tensão no debate político. Depois [das eleições] logo se verá", declarou Vitalino Canas à agência Lusa.

Vitalino Canas reconheceu que nas posições de Almeida Santos e de António José Seguro - também partilhadas pelo ex-Presidente da República Jorge Sampaio - "há preocupações patrióticas" e uma "tentativa de criar condições de governabilidade em Portugal".

"Mas, neste momento, devemos exigir que os partidos sejam claros nas propostas que fazem para o país. Em particular o PSD, que não aceitou concertar posições com o Governo [sobre o Programa de Estabilidade e Crescimento] e que abriu uma crise política, não pode continuar a refugiar-se não apresentando propostas -- isso é que é prejudicial para o país", sustentou o dirigente socialista.

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Vitalino Canas defendeu que "mesmo que a próxima campanha seja tensa" na discussão política em torno de ideias alternativas, esse debate poderá permitir "clarificar" e "tornar possível mais tarde o diálogo" inter-partidário.

"Agora, este é o momento para que cada um dos partidos assuma as suas responsabilidades e apresente as suas propostas", acrescentou.

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