Ambiente

Zero defende mais restrições aos automóveis nas cidades

Zero defende mais restrições aos automóveis nas cidades

A organização não-governamental ZERO defende a criação de mais zonas de zero emissões (ZZE) ou de emissões reduzidas em Portugal, considerando que, além da melhoria da qualidade do ar, esta é uma medida benéfica para o comércio local. Em comunicado, a ZERO também alerta que Portugal só tem, neste momento, uma zona de emissões reduzidas (ZER), na Baixa de Lisboa, e que a organização considera ter efeitos "praticamente nulos dada a sua profunda desatualização em termos de exigências".

Na véspera do dia nacional do ar, que se celebra no dia 12 de abril, a ZERO apela à "criação de zonas com restrições ao tráfego automóvel no centro das cidades". A organização não-governamental escreve que existem medidas para reduzir a "poluição atmosférica tóxica" e o impacto climático em mais de 250 cidades europeias.

"A ZERO considera que as cidades portuguesas devem juntar-se a este movimento", acrescentando que medidas como esta são um instrumento de política pública ao dispor das cidades para a melhoria da qualidade do ar e do conforto do espaço público, "mas que em Portugal não está a ser devidamente aproveitado".

Citando uma análise da Campanha Cidades Limpas, a ZERO também menciona que a criação de mais zonas de zero emissões ou de emissões reduzidas em Portugal são "um contributo positivo para o comércio local".

"Os dados mostram ainda que, quando tais políticas são combinadas com fortes investimentos em transporte público, os resultados são ainda mais positivos", explica a ZERO, acrescentando que os clientes que andam a pé, de bicicleta ou que utilizam transportes públicos "tendem a gastar mais dinheiro no comércio local do que os condutores de automóveis".

Avenida da Liberdade poluída

A ZERO também refere, com grande preocupação, os "valores demasiado altos de dióxido de azoto" na Avenida da Liberdade, em Lisboa, situação que pode fazer com que Portugal arrisque uma multa da União Europeia. "De momento, desde 1 de janeiro de 2022 e até 8 de abril de 2022, a média de concentrações de dióxido de azoto é de 47 µg/m3, fruto do tráfego automóvel", explica.

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As consequências destas concentrações de dióxido de azoto podem, de acordo com a ZERO, causar efeitos que vão desde a irritação dos olhos e garganta, até à afetação das vias respiratórias, provocando diminuição da capacidade respiratória, dores no peito, edema pulmonar e danos no sistema nervoso central e nos tecidos.

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