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Zumba ajuda pais de Érica a enfrentar "miado do gato"

Zumba ajuda pais de Érica a enfrentar "miado do gato"

Tem sorriso fácil e a curiosidade típica da idade. Não resiste a um tablet ou a um telemóvel, apesar de, com oito anos, não saber ainda ler ou escrever. A andar, só aprendeu aos quatro anos. Praticamente não fala, apenas articula sons, mas compreende tudo.

Érica Sousa nasceu com uma doença rara, síndrome de cri-du-chat, conhecida como síndrome do miado do gato. A família atravessa dificuldades financeiras e para angariar dinheiro para que a menina possa manter as terapias que a ajudam a melhorar capacidades decorre, amanhã, uma aula de zumba solidária.

A gravidez de Maria das Dores Soares foi "normal". Os problemas vieram depois, conta. "Já tinha um filho mais velho e percebi que algo não estava bem. Nada era normal na Érica, incluindo o choro", explica a mãe. Foi às urgências e, depois de vários exames, veio o diagnóstico. Os pais ficaram assustados. "Fugiu-nos o chão e os primeiros tempos foram muito difíceis", com consultas e terapias frequentes e a menina sem conseguir segurar a cabeça e com défices no crescimento, dizem Maria das Dores e António Sousa, de Pinheiro, Penafiel. A mãe viu-se obrigada a abandonar o emprego para acompanhar Érica 24 horas por dia. Até hoje, não voltou a trabalhar a tempo inteiro.

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