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A esperança dos 90%

1. No dia em que Portugal entrou em estado de emergência, pela quarta vez desde o início da pandemia, e em que um surto de legionela no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, se juntou às preocupações com a covid-19, chegou dos EUA uma notícia carregada de esperança na luta pelo desenvolvimento de uma vacina contra o novo coronavírus.

Segundo os laboratórios Pfizer e BioNTech, a terceira fase dos ensaios clínicos desta vacina, feitos em grande escala, com 43 mil participantes, teve resultados muito positivos, com uma eficácia que atingiu os 90%. As duas empresas planeiam produzir até 50 milhões de doses este ano e até 1,3 mil milhões de doses em 2021.

"Se se verificar esta eficácia, será das melhores vacinas que teremos. Esperemos que os ensaios se venham realmente a concretizar e se confirme essa eficácia. Portugal também está nos mecanismos de aquisição dessa vacina. É uma boa notícia", afirmou a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

A notícia impulsionou as bolsas europeias e norte-americanas, numa altura em que, nos Estados Unidos, se continua à espera dos resultados finais das eleições, aparentemente ganhas por Joe Biden. A contagem dos votos segue a um ritmo muito próprio, que uma velha tartaruga não desdenharia.

2. No futebol, a semana que há-de terminar com um sempre emocionante Portugal-França, decisivo na corrida a um lugar na final-four da Liga das Nações, dita mais uma paragem do campeonato. A sétima jornada trouxe mais uma vitória convincente do líder Sporting, em Guimarães, o segundo triunfo seguido do Braga na Luz, perante um Benfica muito errático na defesa, e o regresso aos bons resultados domésticos do F. C. Porto, ainda que a exibição diante do Portimonense tenha voltado a não ser grande coisa. A próximo jornada só se realiza no fim de novembro porque até lá há desafios de seleções e da Taça de Portugal.

E porque o desporto rei também se joga fora das quatro linhas, a Procuradoria Geral da República confirmou a realização de 29 buscas em clubes de futebol, no âmbito de uma investigação sobre "negócios do futebol", na qual estarão em causa crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais. O Benfica foi um dos clubes visados pela PJ, que voltou ao Estádio da Luz para realizar mais buscas, incluídas no inquérito-crime que junta os casos dos "Emails" e "Mala Ciao", por suspeitas de corrupção que terá atentado contra a verdade desportiva.

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