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A fronteira entre racismo e brincadeira que dividiu o Parlamento

A fronteira entre racismo e brincadeira que dividiu o Parlamento

O Parlamento dividiu-se esta sexta-feira na hora de manifestar solidariedade com o futebolista Bernardo Silva, condenado por ato racista pela Federação Inglesa de Futebol. PS, BE e Livre votaram contra a proposta do CDS. Este partido quis "separar o que é racismo de uma mera brincadeira entre amigos". O dia ficou ainda marcado pela eleição do estreante Rui Rio para o Conselho de Estado. Já na Saúde, vem aí nova greve cirúrgica.

Socialistas, bloquistas e a deputada única do Livre, Joacine Moreira, chumbaram o segundo ponto do voto de repúdio e condenação apresentado pelo CDS-PP "contra o racismo no desporto e de solidariedade para com o atleta da seleção nacional Bernardo Silva", enquanto o PAN se absteve. O primeiro ponto, que repudiava qualquer prática de racismo, foi aprovado por unanimidade.

"Importa separar o que é racismo de uma mera brincadeira entre amigos que se estimam e respeitam. Algo que não aconteceu com o atleta Bernardo Silva, um dos melhores jogadores portugueses da atualidade, de ética desportiva irrepreensível", lia-se no documento apresentado pelos centristas.

Também no Parlamento, Carlos César (PS), Francisco Louçã (BE), Domingos Abrantes (PCP), Rui Rio e Pinto Balsemão (PSD) foram eleitos como os representantes no Conselho de Estado, órgão de consulta do presidente da República.

Na Saúde, o destaque vai para o grupo de enfermeiros que há precisamente um ano avançou com as greves às cirurgias programadas nos hospitais. Está a preparar uma nova ação de luta. E a iniciativa "de certa forma inovadora" está a ser suportada pela verba que sobrou da campanha de crowdfunding.

Quanto à greve nas escolas, o Sindicato de Todos os Professores (STOP) alargou o pré-aviso até ao final da próxima semana, estando já agendado um protesto em Amarante na segunda-feira.

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