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A máscara e o beijo

No último dia da operação "Páscoa em casa", que deu início à semana em que Marcelo Rebelo de Sousa vai prolongar o estado de emergência em Portugal até 1 de maio, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, anunciou que as fronteiras com Espanha continuarão fechadas até ao dia 15 do próximo mês.

A luta contra o novo coronavírus mantém-se a todo o vapor e, numa altura em que se perspetiva a abertura de alguns setores da economia a breve prazo, a exemplo do que já aconteceu em Espanha, a Direção Geral da Saúde veio sugerir "o uso generalizado de máscaras" pela população, sobretudo em espaços fechados, ainda que de "de forma cautelosa".

Os números do dia não deixaram de ser um pouco animadores em Portugal, que teve a menor subida das últimas semanas em termos percentuais a nível de infetados (2,1%), para um total que é agora de 16.934, mais 349 do que no domingo. O número de mortes subiu para 535, mais 31 do que no dia anterior.

A situação voltou a piorar em Itália, onde há agora quase 160 mil infetados e mais de 20 mil óbitos, num dia em que a França prolongou o confinamento até 11 de maio e a Organização Mundial de Saúde fez saber que a Covid-19 é 10 vezes mais mortal do que a Gripe A.

Voltando a Portugal, a polémica acendeu-se em Barcelos, com a GNR a identificar um homem e uma mulher que promoveram, junto dos fiéis, o "beijo da cruz" no Domingo de Páscoa, em plena via pública, contra todas as recomendações da DGS. Como diria um diácono bem conhecido, não havia necessidade.

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