Guerra na Ucrânia

Absurdos, da guerra e não só, com temperaturas a subir

Absurdos, da guerra e não só, com temperaturas a subir

"Uma guerra em pleno século XXI é um absurdo". Depois de reunir-se com Vladimir Putin, o secretário-geral da ONU, António Guterres, visitou algumas das cidades ucranianas massacradas pela invasão russa.

Mais de dois meses depois do início do conflito, Guterres deslocou-se à Ucrânia e constatou o "absurdo" de uma guerra que já afastou milhões de pessoas de casa. Já viu "genocídio", acrescentaria Zelenski.

A União Europeia disponibilizou 3,5 mil milhões de euros para os estados-membros suportarem o acolhimento de refugiados ucranianos. A Portugal coube uma fatia de 63,7 milhões de euros. No país, já foram celebrados contratos de trabalho com 1400 refugiados, havendo cerca de 29 mil ofertas de emprego disponíveis, segundo anunciou a ministra Ana Mendes Godinho.

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A governante falava ontem, quarta-feira, na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, um dias antes da discussão do Orçamento de Estado para 2022 no hemiciclo. Um Orçamento que, garantiu o primeiro-ministro, não inclui austeridade e tem "as prioridades certas". António Costa acrescentou que as principais medidas acordadas nas negociações do Orçamento chumbado em 2021, como o aumento extraordinário de pensões ou o desdobramento dos escalões do IRS, voltarão a ser incluídas. A argumentação de Costa não esmoreceu as críticas da oposição.

As contas nacionais continuam a ser marcadas pela incerteza decorrente da guerra da Ucrânia, alertou Costa. A covid-19 também continua a pairar como ameaça sobre a cabeça dos portugueses. E as máscaras, símbolo maior de uma pandemia que não se desfaz, continuam a levantar dúvidas. De tal forma que a Direção-Geral de Saúde atualizou as regras de utilização das máscaras, lembrando que continuam a ser uma "importante medida" para conter infeções pelo SARS-CoV-2. Uma das mudanças prende-se com o esclarecimento sobre a obrigatoriedade do uso nos acessos aos meios de transportes públicos, como aeroportos e plataformas cobertas de acesso ao metro ou comboio.

E como se a pandemia não fosse já preocupação bastante, junta-se agora a hepatite aguda que afeta crianças. O Hospital de S. João, no Porto, tem um caso suspeito da doença de origem desconhecida. O surto já afetou cerca de 200 crianças em todo o mundo.

Em França, permanecem por esclarecer com maior exatidão os contornos do homicídio do emigrante português Tiago Ribeiro da Silva, natural de Oliveira de Azeméis, abatido com um tiro de caçadeira na cabeça, à frente da mulher grávida e dos filhos. As autoridades já prenderam um cidadão espanhol (autor dos disparos) e dois portugueses. Mas procuram agora a mulher do homicida, que terá fugido para Espanha, acreditando que ela assistiu ao planeamento do crime.

De absurdos é feita ainda a tragédia que se abateu sobre a família do escritor Paul Auster. O filho, Daniel Auster, foi encontrado morto, ao que tudo indica na sequência de uma overdose de drogas. Daniel estava em liberdade, sob fiança, depois de ter sido detido por suspeita de homicídio involuntário na morte da filha de 10 meses, Ruby, vítima de uma alegada overdose de fentanil.

No meio dos absurdos dos dias que correm, qualquer boa notícia é bem-vinda, pelo que a anunciada subida das temperaturas neste fim de semana é motivo de festa. Sobretudo para a Academia do Porto, que começa uma semana de Queima das Fitas. A folia estudantil toma conta da cidade e troca as voltas ao trânsito, numa Baixa já marcada por restrições várias devido às obras do metro. O presidente da República é que não podia faltar. Marcelo Rebelo de Sousa estará no Queimódromo no dia 7 de Maio, para visitar uma exposição retrospetiva dos 100 anos da Queima das Fitas.

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