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Anda comigo ver os aviões de Vila Real...a Viseu

Anda comigo ver os aviões de Vila Real...a Viseu

A pista abateu, a segurança ficou comprometida e, por isso, o Aeródromo de Vila Real encontra-se encerrado, por tempo indeterminado. Enquanto o verão está tímido, pede-se ao S.Pedro que, naquele distrito, o mantenha assim, envergonhado, a espreitar por debaixo da saia da mãe. Não vá dar-se o fenómeno (pouco natural, por cá) dos incêndios e os meios aéreos de combate estarem em Viseu, distrito para o qual foram reposicionados, até serem estudadas outras alternativas.

Vila Real não vai ter aviões a descolar, nem a pousar, nos próximos tempos. Não vai ser possível ir "ver os aviões" (como cantam Os Azeitonas), mas, mais grave do que isso, e menções jocosas à parte, não vai ser possível ter por perto os dois aviões médios de combate a incêndios florestais, que ali estavam estacionados, no aeródromo. A pista da infraestrutura, propriedade da Câmara Municipal, abateu. Já tinha abatido, no ano passado. Foi reparada. Mas, afinal, a intervenção não foi suficiente e, agora, os danos foram piores. A Câmara decidiu, por isso, encerrá-la. O certo é que os aviões anfíbios da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil tiveram que ser reposicionados em Viseu. A ANEPC já fez saber, entretanto, que "estão a ser estudadas outras alternativas de operação a curto e médio prazo". Que seja curto, então, de preferência.

Quase todos os dias somos presenteados com notícias que seriam anedotas incríveis, se não fossem factos reais, preocupantes, que interferem com o bem-estar, com a segurança, com a saúde e com os direitos de todos nós, portugueses. Hoje, não foi exceção. O hospital da Unidade Local de Saúde do Alto Minho, em Viana do Castelo, esteve temporariamente, ontem, sem lençóis. Valeram os cobertores, diz quem lá esteve. Quem não tem cão, caça com gato, sempre ouvi dizer. Ou, neste caso, com os lençóis dos bombeiros, que deixaram aos doentes o pedaço de tecido que os acompanhou durante o transporte.

E continuando no campo do que vai mal no país, demos hoje a conhecer, também, os constrangimentos existentes dos serviços públicos da Maia. A Conservatória do Registo Civil, Comercial e Automóvel carece de espaço. Faz tanto calor lá dentro, dizem os funcionários, que as folhas de papel servem de leque, nas horas de maior calor. E a poucos metros dali, a esquadra da PSP, às vezes, fecha à noite. O alerta é deixado num papel, à porta. E quem quiser vai a Águas Santas, a sete quilómetros, que não há outra opção noite dentro. Ou melhor, há: ninguém comete crimes até o sol raiar, que assim já se resolve o problema. Vários, até.

No final de tudo, haja uma notícia feliz: o Douro, este ano, tem mais vinhos e de melhor qualidade. Portanto, se não conseguirem ir ver os aviões, se vos faltar lençóis, se não aguentarem o calor dentro da conservatória ou se precisarem de ir à PSP e ela estiver fechada, abram uma garrafa de vinho, vertam para um copo, bebam, relaxem e esperem que o dia de amanhã seja melhor.

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