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Findas as festas, entrou-se em 2020 e a gripe chegou com força. Tanta que, no Barreiro e em Setúbal, as urgências ficaram sobrelotadas. E, em Viseu, o Centro Hospitalar já anunciou que o aumento do número dos casos de gripe A vai obrigar ao adiamento de cirurgias. Tudo isto, na mesma altura em que se noticia a morte de uma menina, de 8 anos, no Funchal, depois de ter tido alta hospitalar, após diagnóstico de gripe.

Janeiro é, invariavelmente, um mês em que aumentam os casos de gripe. Venham os lenços de papel, a medicação e os leites quentes com mel, porque não há janeiro em que eles não sejam precisos. O certo é que as formas de prevenção, como lavar frequentemente as mãos, com água e sabão, ou evitar o contacto próximo com pessoas que apresentem sintomas gripais, por exemplo, voltam a ser difundidas com força. Porque é com intensidade, também, que os doentes começam a chegar às instituições hospitalares, com quadros de gripe. Prova disso é que, ontem, os hospitais de Setúbal e do Barreiro ficaram com as urgências sobrelotadas, tal como noticiamos hoje na nossa edição em papel. Felizmente, entretanto, já se soube que os serviços retomaram, esta terça-feira, a normalidade, permitindo que as ambulâncias deixassem de ser desviadas para o Hospital Garcia de Orta.

Em Viseu, desde dia 8 de janeiro que também se registou um aumento do número dos doentes com gripe a recorrer ao hospital. Neste momento, 17 pessoas estão internadas com gripe A e uma com gripe B. Assim, por estarem reservadas 30 camas para os doentes com infeções respiratórias que cheguem às urgências, a diretora clínica do Centro Hospitalar Tondela-Viseu, Helena Pinho, fez saber, hoje, que algumas cirurgias terão que ser canceladas. A notícia foi divulgada num dia em que, a nível mundial, também surgiu um alerta da Organização Mundial de Saúde, relacionado com o aparecimento de um novo vírus, na China, que causa problemas respiratórios graves.

E, como se as notícias sobre doenças já não bastassem, conheceram-se, hoje, na edição em papel, mais pormenores sobre o triste caso da menina, de 8 anos, que morreu, ontem, na triagem da Urgência Pediátrica do Hospital do Funchal, um dia depois de ter tido alta hospitalar, após diagnóstico de gripe. Agora, não se sabe quais foram as causas da morte da menina, mas as mesmas deverão vir a ser esclarecidas através de uma autópsia.

As notícias relacionadas com a gripe ficam-se por aqui (felizmente para a metade hipocondríaca de mim). Mas, ainda no território dos arquipélagos portugueses, é necessário rumar aos Açores, mais propriamente às Flores, onde chegou hoje o navio "Malena", fretado para abastecer a ilha, que tem estado com graves problemas de abastecimentos de produtos, incluindo bens essenciais, desde que, em outubro, um furacão destruiu o porto, impedido os navios de grande porte de ali atracar. O governo regional diz que fez tudo para minimizar o problema, mas nem todos os habitantes concordam. Que cheguem a bom porto de entendimento, é do que agora as Flores carecem.

Por cá, pelo continente, também não somos portadores de notícias positivas, a nível local, no sentido em que um homem morreu num despiste, seguido de capotamento, em Vouzela, e uma criança, de um ano e meio, ficou ferida com gravidade, ao ser atropelada acidentalmente por um empilhador, em Alcobaça.

Ainda hoje, regressa a chuva, em quase todo o território nacional, incluindo nos Açores. E o frio, fruta da época, mantém-se. A Direção-Geral de Saúde aconselha: "para prevenir as infeções respiratórias, para além da vacinação contra a gripe, são essenciais a higiene das mãos, a etiqueta respiratória (tossir ou espirrar para um lenço descartável ou para o antebraço) e, no caso de estar infetado, o distanciamento social." Atchim!

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