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Covid-19: A verdade salva vidas

Covid-19: A verdade salva vidas

O país em estado de emergência é o mesmo país que não tem uma educação para os média e duvida das informações que lhe aparecem à frente. Deve fazê-lo, mas não com todas.

No plano letivo da grande maioria das escolas do país, do ensino primário ao secundário, não existem disciplinas de educação para os Média. No entanto, a situação de emergência em que o país se encontra faz com que seja mais vital do que nunca sabermos se o que lemos é verdadeiro ou falso, se os conselhos que nãos dão são para cumprir, e que perspetivas de futuro temos enquanto tomamos conta dos nossos filhos ao mesmo tempo que trabalhamos em casa.

Todos os quiosques onde pode comprar o Jornal de Notícias estão aqui, mas não serve esta Newsletter para promover a iinformação do JN. Serve, antes, para alertar para a importância da veracidade da informação que consumimos, que raramente encontramos verdadeira nas redes sociais, e que pode também ela salvar vidas. Neste ou noutro jornal de referência.

À data em que escrevo, a DGS já anunciou que o número de mortes por Covid-19 em Portugal já atingiu as 33, das quais mais de 80 por cento são pessoas com 70 anos ou mais. Temos de saber isto, por exemplo, para protegermos os mais velhos que amamos. Saiba o leitor que nunca os jornalistas receberam tanta informação que, depois de investigada, se veio a revelar falsa e, por isso, não foi publicada. Se acontece connosco, acontece com todos e são muitas as mentiras que nos rodeiam.

Temos de consumir informação fidedigna para saber contraditar. Se, à partida, uma informação nos parece estranha ou errada, devemos procurá-la em vários locais de referência diferentes para tirarmos as nossas próprias conclusões. Só assim saberemos ler António Costa quando este diz, à TVI, que "até agora não faltou nada no SNS". Os mais curiosos perceberão que se multiplicam os casos de hospitais sem materiais e que nem todos os materiais necessários são máscaras, luvas, gel e batas.

A informação fidedigna é a única forma de continuarmos juntos neste caminho coletivo. Assim, saberemos que nos estão a roubar quando nos pedem 150 euros por um frasco de gel e teremos ideia de como vai ser a nossa vida depois das férias da Páscoa.

No meio deste exercício, até podemos rir quando lermos que Rui Rio se revoltou contra os seus por aparecerem todos no hemiciclo sem necessidade. Podemos até chorar quando o José Miguel Gaspar faz de megafone colocado na alma de quatro idosos, num texto sufocante que nos mostra o que sentem aqueles com quem os novos agora só falam por telefone.

Não podemos é deixar que a desinformação e as notícias falsas nos entrem pela casa adentro sem as contraditarmos. Porque elas estão aí, nas caixas de comentários, nos grupos de Facebook, no Instagram ou na rua. São quase como um vírus cujo antídoto é a informação fidedigna. A instrução mediática salva vidas, com ou sem Nónio, cujas críticas implacáveis que recebe só vêm dos que já se registaram no Facebook e tiveram os seus dados expostos e vendidos às maiores empresas de Marketing do Mundo.

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