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Covid-19 soma e segue… e mata

Covid-19 soma e segue… e mata

Se este vírus da covid-19 que nos tira o sono (pelo menos à maior parte) pudesse mostrar emoções haveria de ter uma tal cara de gozo. Pelas voltas que troca, pelas aflições que provoca, pela incerteza que gera, pelo futuro resumido a um dia de cada vez.

No arranque de um novo ano, numa época em que até já há vacinas, lança um ataque feroz - esperemos que o final -, quebra recordes dia após dia em número de mortos, infetados e internados, e põe os serviços de saúde a rebentar pelas costuras e os profissionais exaustos. Inevitavelmente, está aí o tão indesejado novo confinamento geral. Um mês, em princípio, assumiu o primeiro-ministro, António Costa.

O de março não foi difícil de impor. Impôs-se. Mais por medo de um terrível vírus desconhecido do que por qualquer obrigação. Aguentou-se. Que remédio! Agora dificilmente será igual. Porque a economia, já de rastos, terá de tentar sobreviver a qualquer custo, sob pena de bater completamente no fundo. Mas, por outro lado, é preciso, e com urgência, contrariar a tendência dos últimos dias.

Só nesta terça-feira bateu-se um novo recorde de mortes, 155, associadas à covid-19. Uma fasquia que, de acordo com o que se ouviu na reunião de especialistas no Infarmed, esta terça-feira, só estava prevista para a próxima semana! Os números mais recentes dão conta que já morreram mais de oito mil pessoas devido à doença desde que a pandemia chegou a Portugal.

Com mais de 110 mil casos ativos, de acordo com os dados divulgados pelas autoridades de saúde, e o prenúncio de que o número vai subir a pique nos próximos dias, resta aguardar as condições do segundo confinamento geral. Para já, sabe-se que o Governo quer manter as crianças nas escolas e o período de exames no ensino superior, mas só esta quarta-feira vai ser conhecida a receita para voltar a recolher em casa e tentar travar este novo avanço da pandemia.

Entretanto, o presidente da República enviou esta terça-feira ao Parlamento o projeto de diploma que estabelece o estado de emergência para todo o território nacional. Para já, até dia 30 de janeiro.

Será preciso aguentar o novo embate, sabe-se lá com que forças, mas em algum lado terão de ser achadas pois desistir não é o caminho. E, sobretudo, ter esperança de que mais mês, menos mês, se consiga começar a vencer esta batalha contra a doença que, dizem, está aí para ficar, para viver connosco, como vivem a gripe e outras maleitas.

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