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Croissant amargo para Portugal

Croissant amargo para Portugal

Não foi um bom final de sábado à tarde, ainda por cima em período de confinamento e recolher obrigatório. A seleção nacional perdeu com a França, por 0-1, na Luz, e falha a fase final da Liga das Nações, ficando impedida de defender o título que conquistou na época passada, na primeira edição da prova, em Portugal. A equipa das quinas volta a falhar uma fase final, o que já não acontecia desde 1998, quando não se apurou para o Mundial de França. A partir daí, Portugal marcou presença em todas as grandes competições, o que demonstra a evolução dos últimos anos.

A Liga das Nações é uma competição nova, só vai na segunda edição, e ainda no ano passado foi muito desvalorizada. A verdade é que Portugal criou um estatuto, uma identidade, é campeão da Europa e tem dos melhores jogadores do Mundo, inclusive no último onze de Fernando Santos não havia nenhum jogador que atue no campeonato português, o que também levanta outra reflexão, e o que se sentiu, sobretudo na primeira parte, é que faltou agressividade e determinação. A França correu mais, pareceu estar mais ligada no jogo e brindou Portugal com um croissant bem amargo. Há quatro anos, Éder fez-lhes bem pior.

Os contextos são completamente diferentes, ainda para mais em plena pandemia, mas Portugal pode e deve retirar ilações deste jogo e transportá-las para o que aí vem no Europeu 2020, onde vai reencontrar a França e medir forças com a Alemanha e Hungria, na fase de grupos.

Amanhã, ainda há jogo com a Croácia, da Liga das Nações, mas já sem grande interesse competitivo, pelo menos para a seleção nacional. Fernando Santos irá, certamente, rodar e apresentar um onze diferente mas igualmente capaz e competente de deixar uma boa imagem no fecho da fase de grupos.

Com a maioria dos jogos reagendados para as 11 horas, devido às limitações de circulação, foi um fartote de bola matinal no último fim-de-semana. A medida deverá repetir-se no próximo sábado e domingo, onde já se joga a Taça de Portugal com a presença dos grandes. São as novas horas de uma realidade que obriga as estruturas a alterar planos e microciclos de treino, pois uma coisa é jogar de tarde e outra é jogar de manhã. E nos dias que correm enquanto a bola rola... menos mau.

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