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Em "countdown" para o coronavírus

Em "countdown" para o coronavírus

Esta sexta-feira terminou com dois casos suspeitos de coronavírus em Portugal - um cidadão italiano e um chinês que revelaram sintomas. O primeiro foi encaminhado para o hospital de São João, o segundo ficou hospitalizado no de Cascais e só será transferido para o Curry Cabral se piorar.

Os primeiros europeus repatriados da China chegaram hoje a Inglaterra e França e neste último caso ficarão duas semanas em quarentena. O voo que trará os portugueses deve partir amanhã, mas ainda não está confirmado. O dispositivo de acolhimento não está totalmente fechado, voltou a assumir, ao final do dia, Graça Freitas. A lei portuguesa não permite a quarentena compulsiva, só voluntária (em domicílio ou instalações do ministério da Saúde). E, por isso, a Direção-Geral de Saúde enviou orientações aos serviços para que, perante casos suspeitos, sejam colocados em isolamento (um quarto, uma sala ou um gabinete), permitindo o distanciamento em relação aos restantes doentes. Já morreram mais de 200 pessoas na China e quase dez mil foram contagiadas. "A China tem feito tudo, mas tudo, para conter o vírus", afirmou a diretora-geral de Saúde.

O dia também ficou marcado pela greve geral e manifestação da função pública. Mais de 90% das escolas não abriram graças à adesão de professores e funcionários não docentes. Não houve concelho do país sem estabelecimentos fechados. "Foi o dia sem aulas", cantou vitória Mário Nogueira, da Fenprof. Na Saúde, a adesão bateu recorde, garantiu José Abraão da Fesap: 90%, que fechou centros de saúde e adiou consultas, exames ou cirurgias programadas. Na Justiça, estimaram os sindicatos, a adesão foi de 60% e entre os bombeiros superou os 80%. Os serviços estiveram a meio-gás por todo o país. Apesar dos níveis, anunciados pelas organizações e das promessas de Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum, de levar "milhares e milhares" às ruas, de acordo com a PSP só cerca de seis mil resistiram à chuva na manifestação em Lisboa.

Livre liberta-se de Joacine

Era um divórcio anunciado. Após meses de conflito e nove horas de reunião, a assembleia do Livre anunciou, esta madrugada, que retirou a confiança política a Joacine Katar Moreira. A deputada ainda não reagiu à decisão, mas no congresso do partido, há duas semanas, garantiu que não abdicaria do mandato. O Livre pode assim perder a representação parlamentar conquistada nas legislativas. Joacine deve tornar-se deputada não inscrita e perder tempo no plenário. A decisão não foi unânime: 34 votos a favor e 7 contra. E já há uma baixa: o assessor da deputada, Rafael Esteves Martins, bateu com a porta e, anunciou num post no Facebook, que retira a confiança ao Livre, desvinculando-se do partido que ajudou a fundar.

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