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Estado de emergência renovado em dia de subida de novos casos de covid-19

Estado de emergência renovado em dia de subida de novos casos de covid-19

No dia em que o Parlamento renovou, com a ajuda do PSD, o estado de emergência, até 7 de janeiro, conforme se propunha no Decreto do presidente da República, o país ultrapassou um total de 4800 mortes por covid-19 e os novos casos positivos voltaram a subir, ao fim de uma semana a descer.

Foi com a ajuda do PSD que o decreto do presidente da República, que prolonga o estado de emergência até ao dia 7 de janeiro, foi aprovado, esta sexta-feira, no Parlamento. Os sociais-democratas votaram ao lado do PS, no sentido favorável, junto com a deputada não inscrita Cristina Rodrigues. PCP, PEV e Iniciativa Liberal votaram contra. BE, PAN, CDS-PP e a deputada não inscrita Joacine Katar Moreira abstiveram-se.

Esta sexta-feira, o país atingiu um total de 4.803 mortes por covid-19 e registaram-se quase cinco mil novos casos positivos. Em concreto 4.935 novos casos, o número mais elevado desde o passado dia 27. Segundo o boletim diário da Direção-Geral de Saúde (DGS), houve um aumento de 1.163 novos testes positivos face a quinta-feira.

Já o Instituto Nacional de Estatísticas (INE) divulgou novos dados sobre a mortalidade em Portugal, concluindo que o número de mortes aumentou 1,24 vezes nas últimas quatro semanas face aos valores dos últimos cinco anos em período homólogo. De acordo com o INE, quase dois e cada três municípios (199 dos 308) registaram mais mortos entre 26 de outubro e 22 de novembro passados do que o valor médio entre 2015 e 2019.

Também esta sexta-feira, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, revelou, numa visita à região Norte do país, que o Governo estima conseguir vacinar 3,6 milhões de pessoas nos primeiros seis meses do próximo ano, sendo 950 mil na primeira fase do plano de vacinação contra a covid-19 e 2,7 milhões numa segunda fase. Ou seja, 35% da população portuguesa estará protegida contra a covid-19 até ao final de junho de 2021.

No Porto, o autarca independente Rui Moreira lançou duras críticas à Direção-Geral de Saúde (DGS), acusado-a de "desrespeito" pelo Poder Local. Segundo o presidente da Câmara do Porto, há um mês que espera por uma resposta da DGS a um pedido para orientações, em termos de saúde pública, com vista à organização do processo de recolha de votos em casa para as eleições presidenciais de 24 de janeiro de 2021.

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