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Grandes mas pouco

Ao fim de duas jornadas da retoma da Liga, percebe-se que os "grandes" vão ter muitas dificuldades até final da época. F. C. Porto e Benfica discutem o título, mas jogam pouco, sem nota artística. Nesta fase, com a agravante da quebra física e a falta do calor humano nas bancadas, o que equilibra os pratos da balança a favor das outras equipas. Neste arranque em falso junta-se o Sp. Braga, que ainda fez pior, com duas derrotas, e tem agora o terceiro lugar seriamente ameaçado pelo Sporting e também pelo Famalicão, o líder desta "Liga Covid", com o pleno de vitórias (F. C. Porto e Gil Vicente).

No Benfica, fala-se muito de Weigl e dos 20 milhões que custou aos cofres do Benfica, mas será Taarabt o jogador indicado para se apostar as fichas todas e ser uma espécie de farol do treinador? O marroquino, de 31 anos, que chegou a ser apenas um número na Luz, terá estofo e andamento para colocar a máquina encarnada a carburar nas oito finais que restam?

Bruno Lage tem a responsabilidade de responder à equação, numa semana em que tem uma deslocação difícil a Vila do Conde para defrontar o Rio Ave, do amigo Carlos Carvalhal, com quem trabalhou no Sheffield Wednesday, no Championship, um dos campeonatos mais duros do mundo.

Antes do Benfica entrar em ação, o líder F. C. Porto joga na Vila das Aves e tem a possibilidade de aumentar para cinco pontos a vantagem (provisória) para o Benfica. Os dragões têm mais 50 pontos que o "lanterna-vermelha", mas no futebol há tudo menos vencedores antecipados e Sérgio Conceição debate-se com várias ausências no setor defensivo. E, lá está, este F. C. Porto, à semelhança do rival Benfica, também deixa algo a desejar.

Desportivamente, prevê-se uma semana animada, o que ajuda a quem gosta de bola a esquecer a crise e a pobreza que por aí prolifera e que se torna mais visível em plena pandemia. E foi precisamente sob o tema "10 lições sobre a pandemia" que o presidente Marcelo Rebelo de Sousa entrou pelas nossas casas, através da telescola, para dar uma aula em direto. Um momento que marca a atualidade e que pode servir de guia aos alunos que, por estes dias, continuam confinados em casas a ter aulas virtuais. Como tudo mudou.

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