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Há quanto tempo não diz bem da vida?

Há quanto tempo não diz bem da vida?

Se é daquelas pessoas que está sempre a dizer mal da vida, dos políticos, do estacionamento, do tempo, da cidade, dos vizinhos, dos colegas, das pessoas em geral e do ar que respira, experimente contrariar-se.

Tire este sábado só para dizer bem da vida. Como? Consumindo cultura e partilhando-a com as suas pessoas. Fale de teatro, de cinema, de artes plásticas, de livros e recuse-se a dizer mal. Aprenda a ver o copo meio cheio e a tirar o melhor partido disso. Se não está no Porto, vá ao Porto este sábado. Se há dia em que vale a pena a visita, acredite, é mesmo este sábado. Há pelo menos oito boas razões para isso.

- Em Serralves, continua a exposição retrospectiva de Pedro Cabrita Reis (Lisboa, 1956). Chama-se "Um Olhar Inquieto" e assinala o regresso do artista plástico ao Museu de Arte Contemporânea onde expôs, pela primeira vez, há 20 anos. É uma mostra de grande escala, em que o autor resume a sua história pessoal. Já que lá está, aproveite e vá fazer a Treetop Walk do parque, um percurso elevado ao nível da copa das árvores, concebido pelo arquitecto Carlos Castanheira em colaboração com Álvaro Siza Vieira. A exposição fica patente até ao dia 22 de março de 2020.

- No Museu Soares dos Reis, é apresentado, este sábado, às 16 horas, o livro "Teatro Plástico - 20 anos". Trata-se de uma obra com 600 páginas e mais de 1800 fotografias que percorre as duas décadas de trabalho (1995-2015) de uma das companhias mais marcantes e tematicamente focadas do Porto dos anos 90, fundada por Francisco Alves. É uma bela oportunidade para revisitar autores emblemáticos da estrutura e para ter em mãos um objecto extraordinário.

- No belo Espaço Mira , em Campanhã, o convite é para juntar-se à homenagem ao galerista José Mário Brandão . A galeria de arte de Manuela Matos Monteiro e João Lafuente tem em exposição "Velho (e belo) amigo", uma mostra colectiva que inclui obras de Albuquerque Mendes, João Sousa Cardoso, José Almeida Pereira, Mauro Cerqueira, Nuno Sousa Vieira e Pedro Tudela, entre outros. A curadoria é de José Maia e José Almeida Pereira e fica patente até 4 de janeiro 2020.

- O Parque das Águas é, este sábado, palco de um evento de animação chamado Jardim da Água. A ideia é aproximar as pessoas daquele magnífico jardim da zona oriental da cidade.Vai lá estar o pai-natal e o estacionamento é gratuito. Se responder ao apelo, não deixe de ver a escultura de Julião Sarmento, que lá está há pouco mais de dois anos. Chama-se "Self-portrait as a fountain" e só isso já merece a visita.

- Na Galeria Municipal do Porto, é inaugurada, às 17 horas, a exposição "9 kg de Oxigénio", do artista-escritor norte-americano Dan Graham, de 77 anos. A exposição de arte conceptual, marca de água do autor, com curadoria de Pedro Lhano, pode ser vista até 16 de fevereiro de 2020.

- No Cinema Trindade, há um bónus, este sábado, às 19 horas. Trata-se da última oportunidade para ver, em sala, "Parasitas", o comovente filme do realizador sul-coreano Bong Joon-ho, que venceu a Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes, e que retrata as desigualdades sociais na Coreia do Sul.

- No Teatro Nacional São João, o privilégio (porque é sempre um privilégio) de voltar a ver João Lagarto em palco. Desta vez, na pele do Rei D. Afonso IV, na peça "Reinar depois de morrer", um regresso amor trágico de Pedro e Inês, numa encenação de Ignacio García. Sábado, às 19 horas, é também a última oportunidade.

- Na Flanêur, esgotam-se as possibilidades para ter um exemplar da primeira edição de "Na presença da ausência", de Mahamoud Darwich, um dos livros mais extraordinários de sempre e que o diário espanhol El País acaba de eleger, com toda a justiça, como um dos livros do século.

Faça as suas escolha, ou escolha tudo, mas tire o sábado só para dizer bem da vida. E dos outros.

Bom fim de semana.

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