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Em dia de acidentes, histórias de felicidade

Em dia de acidentes, histórias de felicidade

Ufa! Este foi o dia em que o Mundo suspirou de alívio. Pela nossa hora do almoço viu terminada com sucesso a operação de resgate dos doze rapazes e do treinador na longínqua Tailândia. Por cá, por essa mesma hora, ainda não se adivinhava mais uma jornada tão repleta de desastres espalhados pelo país: Penedono, Mesão Frio, Lamego, Paredes, Maia, Almada... Apesar de tudo, só com feridos, a contrastar com os acidentes mortais da véspera com quatro vítimas, em Tábua, Marco de Canaveses e Oliveira do Bairro.

Penedono, no norte do distrito de Viseu, acordou com o alerta para um homem ferido com gravidade após um acidente com um trator na localidade de Póvoa de Penela. Ainda durante a manhã, três pessoas ficaram feridas sem gravidade numa colisão entre uma composição do Metro Sul do Tejo e um autocarro da TST, em Almada.

Muitos estariam a almoçar e a acompanhar as notícias do resgate na Tailândia, quando um outro autocarro, este da STCP, também esteve envolvido num acidente. Um poste de eletricidade caiu-lhe em cima na Avenida Lidador da Maia, em Água Santas, Maia, e duas mulheres ficaram feridas sem gravidade.

Já depois do almoço foram três as mulheres que sofreram ferimentos ligeiros, na sequência de um acidente de viação, em Paredes. Não tardou a soar o alarme no quartel do Bombeiros Voluntários de Mesão Frio, no distrito de Vila Real, já que uma viatura de transporte de bebidas capotou, na Estrada Nacional 101, e provocou dois feridos, um deles em estado grave, que teve de ser transportado para o Hospital de Vila Real. O mesmo destino que teve um dos dois feridos resultantes de uma colisão de dois veículos ligeiros de passageiros, na Av. Egas Moniz, em Lamego. Ufa!

Mas será que por esse país fora não se passa nada que não sejam desastres? É claro que passa. E bom! Como conta na edição impressa do JN de hoje a jornalista Fernanda Pinto, cerca de 400 famílias de Lousada integram um projeto em que reciclar lixo dá direito a grandes descontos na fatura da água. E sabe o que se conseguiu com isso? Por um lado, que quase 102 toneladas de resíduos fossem desviadas do aterro para a reciclagem. Por outro, há pessoas a quem a água do mês ficou de borla e quem tenha usado uma única moeda de cinco cêntimos para liquidar a fatura.

E que dizer das 16 pessoas do Porto, sem abrigo ou carenciadas, que saíram da primeira edição do Corte Solidário a gostar mais de se ver ao espelho. A jornalista Isabel Peixoto foi ver a cara de felicidade dos contemplados e traduziu-a em palavras escritas na edição do JN desta terça-feira.

Uma edição na qual também estampámos dois rostos de felicidade. A de Catarina Oliveira, 29 anos, de Matosinhos, que, impossibilitada de andar por causa de uma doença, reaprendeu a viver, estuda medicina, faz ginásio e pratica canoagem adaptada. E também a felicidade de Manuel Caetanita, 69 anos, de Almodôvar, que é campeão ibérico de ciclismo e que garante que só quer parar quando conquistar, pelo menos, uma medalha de bronze no Campeonato do Mundo de Veteranos. Protagonista retratado pelo jornalista Teixeira Correia.

Na verdade, ainda há histórias felizes!

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