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No futebol e no vinho, até ao lavar dos cestos é vindima

No futebol e no vinho, até ao lavar dos cestos é vindima

Aquela frase tão celebrizada no mundo do futebol aplica-se hoje ao mundo do vinho: prognósticos só no fim do jogo. Que é como quem diz, até ao lavar dos cestos é vindima. Só depois se saberá a dimensão dos prejuízos deste ano. Não é um jogo o vídeo que o JN mostra desde esta manhã sobre o pânico causado por uma explosão num prédio em Lisboa. Nem tampouco andariam a jogar os dois burros que se intrometeram no IP 4, na zona de Vila Real, e ainda muito menos o trabalho dos meios que continuam envolvidos na procura de um cidadão britânico numa barragem de Ourique.

Por falar em jogo, no da bola propriamente dita, a partir das 20 horas desta terça-feira, e para acompanhar aqui, jogam-se milhões no Estádio da Luz, com o Benfica a receber os gregos do PAOK. É a primeira mão do "play-off" de acesso à Liga dos Campeões de futebol. Lá está, prognósticos só no fim do jogo. Mas se os encarnados levarem a melhor no somatório das duas mãos hão de vir para os cofres da Luz uns muito ambicionados 35 milhões de euros.

Coisa pouca, poderá dizer-se, quando comparada com as centenas de milhões de euros que o setor do vinho vale em Portugal. E este ano haverá menos vinho por causa dos caprichos do clima e das doenças que atacaram a vinha.

Tal como o JN contou na sua edição impressa desta terça-feira, a primavera veio chuvosa, foi alternando dias de calor com outros mais frescos. Depois vieram as trovoadas com chuva forte e granizo e, como se não bastasse, houve "escaldão" naquele conjunto de dias iniciais de agosto a que simpaticamente se atribuiu o epíteto de "onda de calor".

Os agricultores não gostaram destas variações, claro, porque vão perder rendimento e, ainda por cima, tiveram de gastar mais para salvar o que restou. Basta conferir aqui as queixas de alguns agricultores do Douro ouvidos pelo JN.

Não foram bem queixas, antes alguns gritos de pânico os que soaram quando se ouviu, ao fim da manhã desta terça-feira, uma explosão num prédio de cinco andares, onde já tinha deflagrado um incêndio, na Rua Ferreira Borges, em Campo de Ourique, Lisboa. Deste incidente saíram dois feridos ligeiros, um deles foi um elemento dos Sapadores Bombeiros de Lisboa.

Por concluir continuam as buscas que as autoridades estão a fazer para encontrar um cidadão britânico desaparecido nas águas da barragem de Santa Clara, ao fim da tarde de segunda-feira, no concelho de Ourique.

Menos importados terão ficado os dois burros que andaram à solta no IP4, em Vila Real. Agora que passam menos carros naquele itinerário, entre Vila Real e Amarante, uma vez que a preferência dos automobilistas é dada ao Túnel do Marão, parece que há mais predisposição para os animais entrarem na via sem medo. No início deste mês, foram alguns cavalos a provocar constrangimentos na circulação rodoviária junto ao nó do IP4 em Arrabães, também em Vila Real.

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