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O choque do Sri Lanka ainda se alastra

O choque do Sri Lanka ainda se alastra

Morreram 290 pessoas no atentado, entre elas um português. Mas as autoridades, afinal, suspeitavam que o ataque estava a ser preparado.

Na segunda-feira de Páscoa, a atualidade ainda vive ao sabor do atentado no Sri Lanka, que conduziu à morte 290 pessoas, entre elas um português - o 16.º desde que o 11 de setembro se tornou num dos dias mais negros deste milénio.

O autor moral do crime terá sido o National Thowfeek Jamaath, um grupo radical do autoproclamado Estado Islâmico. Mas tal como aconteceu há quase 18 anos, nesse mesmo 11 de setembro, as autoridades também tinham recebido informações privilegiadas sobre um possível ataque, mas não conseguiram criar um plano de segurança para evitar o atentado.

Ficou também a saber-se que, além de um português, morreram três filhos do homem mais rico da Dinamarca, o dono da marca de roupa Bestseller.

No desporto, o antigo presidente do Sporting solicitou uma assembleia geral extraordinária da SAD verde e branca a propósito da divulgação da auditoria às contas, que tornou públicas informações sigilosas sobre a sociedade anónima desportiva. Um documento privado transformou-se num documento ao alcance de qualquer cidadão o que também, de certa forma, fragiliza o presidente leonino, Frederico Varandas. Porque as paredes de Alvalade precisam de ser blindadas.

Para finalizar, o dia também ficou marcado por uma notícia que não deixa de ser curiosa: a Universidade de Lisboa anulou o grau de doutoramento ao presidente da Câmara de Torres Vedras, Carlos Bernardes, depois do autarca ter sido acusado pelo Ministério Público de plágio na elaboração da tese de doutoramento. Não é uma telenovela. É mesmo a vida real.

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