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Onde estão os competentes?

Onde estão os competentes?

O marido da secretária de Estado da Cultura resolveu abandonar o lugar no mesmo dia em que foi oficializado a sua nomeação. João Ruivo, ligado à secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional, como técnico especialista, terá tido receio de ser apanhado na malha das ligações de parentesco que se tornaram notícia nas últimas semanas e que já colocaram fora do baralho dois governantes. Com ele, três.

A multiplicação das elites é um clássico em meios pequenos. Na classe política não é de agora. Envolver tantos (independentemente da casa política) e seus próximos deve sobretudo fazer pensar onde estarão as outras pessoas competentes. Um ponto positivo disto tudo: já há quem se demita no mesmo dia em que é nomeado. Os alertas soaram. A cortina caiu. Todos estarão mais alerta.

Igualmente para acompanhar, porque novos episódios estarão para vir, as peripécias de André Ventura. Hoje, ficamos a saber que a designação "Basta!" conseguiu passar pelo crivo do Tribunal Constitucional. Portanto, Portugal tem agora um partido chamado "Chega" e uma coligação para concorrer às europeias chamada "Basta!". O próprio tinha dito que, se à terceira tentativa o nome não fosse aprovado, desistia. Isolado não crescia. Colado a outras forças partidárias, vai em frente. Já não é só um cartaz pendurado numa via movimentada.

O JN lembra que já é possível apanhar condutores que conduzem usando o telemóvel. As experiências acontecem no Reino Unido. Parece ser simples. Tal como um radar, o aparelho dá sinal aos agentes se há um telefone ligado. O detetor pode ter um papel determinante na mudança de comportamento dos condutores porque já se percebeu que não se larga o telemóvel ao volante. É a nova pastilha elástica. Depois de aperfeiçoada, a tecnologia pode revolucionar a fiscalização e pelo menos atenuar a distração.

A cantora Dina impôs-se num mundo da canção muito homogéneo, marcado por canções melancólicas e nostálgicas. Havia ritmo de festa e muita alegria nos seus temas. Foi inovadora até quando elaborou um tema para servir uma campanha de um partido conservador como o CDS. Houve quem a castigasse por isso no meio musical. Prosseguiu sempre de cabeça erguida, livre, e conseguiu encantar diferentes gerações. As suas músicas não morreram e ainda fazem dançar as crianças.