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Os mundiais erguem jogadores

Os mundiais erguem jogadores

Os mundiais de futebol podem ser vistos sob várias perspetivas. Muitos jogadores sonham com o título, outros apenas querem mostrar que têm qualidade para palcos mais generosos e campeonatos mais apetecíveis. A história está repleta de desconhecidos que ganharam contratos milionários depois de Campeonatos do Mundo inexcedíveis. Denilson, por exemplo, brilhou no França 1998 e assinou pelo Bétis por 32 milhões de euros - na altura, uma fortuna. Mas eclipsou-se.

Depois, há o caso de nomes feitos que viram no Campeonato do Mundo uma forma de mostrar que não estavam acabados. Foi o caso de Ronaldo, o Fenómeno. Chegou ao Mundial de 2002 massacrado por lesões, foi marcando golos à custa de exibições bem conseguidas e, no final da caminhada, ainda conquistou o título mundial. E valorizou-se duplamente. Voltou a ser uma estrela, calou o olhar da desconfiança de quem o via como um cliente assíduo do departamento médico e transferiu-se para o Real Madrid por 45 milhões de euros.

Há quatro anos, James Rodríguez brilhou no Mundial do Brasil. Quem o conhecia dos tempos do F. C. Porto sabia que o Mónaco era um clube pequeno para tanto talento concentrado e o tempo confirmou isso mesmo ao longo da competição: golos soberbos, arte de mão-cheia e o resultado saltou bem à vista com uma sensacional transferência para o Real Madrid por 80 milhões de euros.

A pergunta agora ganha forma concreta: quem será a transferência milionária deste mundial?

Ainda é cedo para se tirar conclusões, porque os grandes clubes não investem apenas em talento, investem também na regularidade e isso só possível de aferir quando uma seleção chega aos quartos de final. Mas não passa despercebida a magia de Quintero, um jogador que assinou uma passagem amarga pelo F. C. Porto, incapaz de confirmar tudo aquilo que mostrou nas camadas jovens da seleção colombiana. Quando o vemos no Mundial da Rússia está lá tudo: qualidade invejável do pé esquerdo, passes precisos, magia apurada e uma excelente visão de jogo. O Mundial pode reerguê-lo. Não só para bem dele, mas para bem do futebol.

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