O Jogo ao Vivo

Sinistralidade

Sabe quem é um perigo na estrada?

Sabe quem é um perigo na estrada?

A resposta é: os portugueses. É certo que muitas das medidas que o Governo e a Autoridade Nacional de Prevenção Rodoviária se comprometeram a tomar nunca saíram do papel. Mas a responsabilidade primeira pela segurança na estrada é de quem lá anda. E por estes dias, os portugueses têm mostrado o que valem!

Um jovem foi detido pela Guarda Civil espanhola por conduzir a 228 quilómetros por hora, em Salamanca. Nem o demoveu a notícia que a polícia de trânsito de Espanha conta com helicópteros que fiscalizam o excesso de velocidade e, agora, drones capazes de transmitir às forças da autoridade fotografias de alta resolução de veículos apanhados em manobras perigosas. Seguia acima de 200 numa estrada com máximo de 120 quilómetros hora.

Na Grande Lisboa, foi uma mulher de 75 anos quem andou 13 quilómetros em contramão, deixando em pânicos todos com quem se cruzou. Foi batendo em vários carros até a Polícia, alertada por automobilistas, a ter mandado parar, na A33, entre Alcochete e a Moita. Vai ter de responder em tribunal por condução perigosa. Veremos o grau de severidade com que o tribunal tratará este caso, que só não mato ninguém por sorte.

Também em torno da capital, um autocarro despistou-se e embateu contra um edifício. Foi em Queluz, a meio da manhã, e levava 13 pessoas a bordo, incluindo o motorista. A empresa, a Vimeca, já veio dizer que o acidente se deveu a "falha humana".

Um pouco mais a sul, em Palmela uma pessoa teve de ser transportada de helicóptero para o hospital e cinco outras ficaram feridas com menor gravidade, num choque entre uma autocaravana e dois carros.

O JN tem denunciado a falta de atuação de quem, no Estado, tem responsabilidade por criar condições de segurança nas estradas, para todos (condutores, passageiros, peões, ciclistas ou até pessoas paradas, metidas na sua vida, e abalroadas por um carro despistado). E tem alertado para o facto de os tribunais serem demasiado tolerante com quem comete crimes na estrada.

Mas não pode deixar de apelar à responsabilidade dos primeiros responsáveis: os utilizadores das estradas. É preciso que todos façam o que lhes compete para que Portugal deixe de chegar a julho com número negros de sinistralidade, como estes: 257 mortos, 1192 feridos graves e 74 647 acidentes.

Como dizia o pai de uns amigos, "Devagar, que tenho pressa". E as férias estão aí para serem gozadas ao máximo. Sem álcool ao volante e com todo o cuidado do mundo.