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São 44 milhões de razões para não falhar

São 44 milhões de razões para não falhar

F. C. Porto está obrigado a justificar o favoritismo nas pré-eliminatórias da Champions.

Depois de terem chegado aos quartos de final da Liga dos Campeões na época passada, numa campanha muito meritória, os dragões vão agora começar do zero na principal competição europeia. E para não ficarem a zero, ou perto disso, no que às receitas da UEFA diz respeito, a equipa de Sérgio Conceição terá de passar duas rondas de acesso à desejada fase de grupos, a primeira das quais com o Krasnodar, que saiu ao caminho dos portistas no sorteio da terceira pré-eliminatória.

Desconhecida para uns, em ascensão para outros, a equipa russa não tem, nem de longe nem de perto, o calibre europeu do F. C. Porto, pelo que qualquer outro resultado que não seja a passagem dos azuis e brancos será sempre um escândalo de proporções internacionais. Fazer jus ao favoritismo é, por isso, a missão portista para este duelo, a que se seguirá outro no play-off, com adversário ainda por definir, antes da chegada a esse autêntico pote de ouro que são os 44 milhões de euros destinados ao clube da Invicta em caso de presença na Champions "a sério".

Para já, o que se tem visto à equipa de Conceição na pré-época nem é carne, nem é peixe. Saíram jogadores importantes, entraram outros mais ou menos consensuais entre os adeptos, com uma aposta em jovens da formação pelo meio, cuja real dimensão está por descobrir, mas o que verdadeiramente interessa começa a jogar-se a 7 de agosto, dia em que o F. C. Porto jogará na Rússia a primeira mão da eliminatória com o Krasnodar.

Do resultado desse embate, e dos seguintes na eventual caminhada até à fase de grupos, começará a desenhar-se grande parte da temporada azul e branca, sabendo-se que, em caso de apuramento para o play-off, haverá a meio um clássico com o Benfica para disputar na terceira jornada do campeonato nacional, na Luz, já perto do final de agosto. Desperdiçar golos em série, como se viu na recente Copa Ibérica, arrancada a ferros no Algarve, não é opção e pode custar muito caro ao F. C. Porto. As contas estão feitas: falhar a Champions significa deitar fora uns míseros 44 milhões.