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"Sonhos que o homem sonha sempre"

"Sonhos que o homem sonha sempre"

"Há quem diga que todas as noites são de sonhos.
Mas há também quem garanta que nem todas, só as de Verão.
Mas no fundo isso não tem muita importância.
O que interessa não são as noites, são os sonhos.
Sonhos que o homem sonha sempre.
Em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado."

William Shakespeare nasceu um dia depois da revolução portuguesa de abril de 1974, mas com 455 anos de antecedência. E foi com essa distância do futuro que prescreveu o mais belo remédio para a humanidade. É facilmente confundido com um analgésico mas na verdade é um ativador de dopamina: o sonho.

É por haver homens que sonham que há 45 anos Portugal deixou de ser uma ditadura para passar a ser uma democracia. Vale sempre a pena recordar as imagens desse dia imortalizadas por Alfredo Cunha, bem como as duas gravações inéditas de José Afonso. Como vale a pena recordar a história de Celeste, a senhora que encheu a revolução de cravos. No dia em que nos cansarmos de celebrar a liberdade, talvez tenhamos deixado de a merecer.

É por haver homens que sonham que há seis anos o Porto deixou de ser uma cidade sob forçada dieta cultural para transformar-se numa espécie de capital nacional do teatro e da dança. Desde quarta-feira e até ao dia 25 de maio, o Porto, mas também Matosinhos, Gaia e Viana do Castelo vão receber 70 espetáculos de dança contemporânea e de teatro de expressão ibérica. É um momento histórico, que une os festivais DDD (Dias da Dança) e Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (FITEI) numa edição conjunta, e o JN fixou num suplemento que contém tudo o que precisa de saber para fazer as suas escolhas.

Para acompanhar todos os dias os 32 dias dias dessa maratona cultura, vá passando por aqui.

Bom fim de semana e bons espetáculos.

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