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Um grande sinal da formação portista

Um grande sinal da formação portista

O F. C. Porto sagra-se campeão europeu de sub-19 e dá mais uma prova de que há muito talento para aproveitar no Olival.

Três dias depois de verem a equipa principal deitar fora quase todas as possibilidades que ainda tinha de revalidar o título de campeã nacional, nos minutos finais de um agónico jogo com o Rio Ave, os adeptos do F. C. Porto tiveram uma enorme razão para sorrir. Na final da Youth League com o Chelsea, os sub-19 dos dragões convenceram, sagraram-se campeões europeus da categoria e mostraram que há qualidade de sobra nos escalões jovens do clube da Invicta.

Os próximos dias serão de euforia em torno da equipa treinada por Mário Silva, repetir-se-ão palavras de elogio por parte dos dirigentes portistas, os jovens campeões europeus levarão a taça ao museu, mas o desafio que se avizinha será bem mais difícil do que a final de Nyon. Por muito saborosa e histórica que tenha sido esta vitória, o verdadeiro sucesso da formação de um clube como o F. C. Porto mede-se pela quantidade de jogadores que chegam ao plantel principal.

E nesse particular, a época que agora caminha a passos largos para o fim tem provado que os dragões estão atrás do grande rival. No plantel que se prepara para recuperar o título nacional, orientado por um ex-treinador da equipa B, o Benfica tem uma série de jogadores vindos dos escalões jovens, cinco dos quais estiveram na final da Youth League que as águias perderam há dois anos: Rúben Dias, Florentino, Gedson, Jota e João Félix.

Numa era de dificuldades financeiras e de muita concorrência dos tubarões europeus pelos jogadores mais jovens, esse é o caminho que o F. C. Porto terá de seguir. Nomes como os de Diogo Costa, Tomás Esteves, Diogo Queirós, Diogo Leite, Fábio Vieira, Fábio Silva, Romário Baró ou Afonso Sousa, entre todos os outros que protagonizaram esta conquista inédita, deverão começar a fazer parte, a curto prazo, do dia-a-dia do futebol portista, porque o talento está lá.

Haja quem aposte neles, de forma consistente, e quem consiga trabalhá-los de forma a continuarem a evoluir, o futuro pode ser risonho para os dragões ao mais alto nível europeu. Mesmo que o presente seja difícil e não faça adivinhar grandes conquistas.

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