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Verão agitado nas cidades

Com o junho à porta, há um conjunto de sinais que nos indicam que o verão que se aproxima pode ser um dos mais agitados de sempre nas cidades portuguesas. Do crescente Turismo ao regresso dos emigrantes, das festas populares aos festivais de verão, Portugal vai ter mais gente e isso vai influenciar os acontecimentos do dia a dia. É que nem a política ou o futebol prometem passar esquecidos desta vez.

O primeiro sinal desta realidade acontece na próxima semana, com a fase final da Liga das Nações, que promete levar dezenas de milhares de adeptos, nacionais e estrangeiros, a Guimarães e Porto. Há que contar, ainda, com a procura turística e o regresso dos emigrantes. Em Arcos de Valdevez, o regresso foi definitivo para 200 nos últimos cinco anos, como conta a Andreia Alexandra Fernandes.

Com os emigrantes, começa o roteiro dos festivais de verão e das festas populares, algumas medievais, como apresentou hoje Guimarães. Este ano, todas as previsões apontam para que a festa de Santiago se realize a 25 de julho em Paderne, no concelho de Melgaço. Mesmo contra a vontade do padre César Maciel, como nos conta a Ana Peixoto Fernandes. É que apesar da zanga por causa de uma grade - bem bonita por sinal, como nos mostra na edição impressa de hoje a fotografia do Rui Manuel Fonseca - o povo promete sair à rua sem a bênção do clérigo.

Na política, a ressaca das Eleições Europeias promete durar pouco tempo nas hostes dos partidos perdedores pois há Legislativas à vista. Com elas, vamos assistir a novos périplos de visitas ao país real onde todos os fins de semana há pelo menos uma família de luto devido a acidentes rodoviários.

Nesse país, o que se decide em Lisboa tem um impacto decisivo e direto nas vidas das pessoas. Com o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais prestes a entrar em fase de reforço, a troca de argumentos políticos sobre o eterno tema de verão já começou. Que dela resulte uma prevenção e combate mais eficazes contra este flagelo do país real.

Uma nota final. Saiu o décimo episódio da segunda temporada da saga que opõe a corticeira Fernando Couto à trabalhadora Cristina Tavares. Como nos conta o Salomão Rodrigues, este episódio teve o Tribunal do Trabalho de Santa Maria da Feira a confirmar a multa de 31 mil euros que a Autoridade para as Condições do Trabalho aplicou à Fernando Couto devido a assédio moral no local de trabalho praticado contra a trabalhadora. Como sempre, houve quem não gostasse do final, a começar pela empresa, que já prometeu recorrer.