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Janeiro foi do Braga

O mês que se seguiu à saída de Sá Pinto saiu melhor do que a encomenda ao clube minhoto

Vamos a factos. No fim de dezembro, quando o presidente António Salvador decidiu despedir Sá Pinto e promover Rúben Amorim do comando da equipa B para o da principal, o S. C. Braga estava no décimo lugar da Liga, com 18 pontos, a oito do terceiro, que era o Sporting. Hoje, cinco jornadas e outras tantas vitórias depois, a equipa bracarense soma 33 pontos, mais um do que os leões e do que o Famalicão, e já ocupa o terceiro posto.

Janeiro foi mesmo um mês de sonho para os arsenalistas. Para além de ter ganho sempre no campeonato, o Braga quebrou o enguiço na final four da Taça da Liga, que já recebera nos dois anteriores, sem sucesso. Graças a duas vitórias indiscutíveis sobre Sporting e F. C. Porto, a equipa minhota levantou o troféu em casa. Antes, já tinha vencido no Dragão, para a Liga, acabando com um jejum de triunfos no anfiteatro portista, que durava desde 2005. E fevereiro começou com nova vitória sobre o Sporting.

No mercado de transferências, Salvador também ficou com muitos motivos para sorrir neste inverno. A venda do jovem Trincão para o Barcelona, por 31 milhões de euros, significa um encaixe que é recorde para a SAD minhota, com o agradável extra de só se consumar no verão. Desta forma, o atacante continua no plantel às ordens de Rúben Amorim até ao fim da época e até foi ele que marcou o golo do triunfo de domingo sobre o Sporting.

O presente é de sonho, mas as próximas semanas não serão propriamente um passeio. Depois de receber o Gil Vicente, o Braga tem o teste mais difícil de todos na visita à Luz, onde o espera o Benfica, adversário que se tem revelado intransponível para os Guerreiros do Minho durante os últimos anos. A seguir, regressa a Liga Europa e uma eliminatória que se adivinha palpitante com o Rangers.

Sejam quais forem os resultados destes desafios, a aposta em Amorim parece já estar ganha. O treinador trouxe um novo modelo de jogo à "pedreira", com três centrais e uma circulação de bola atrativa, capaz de gerar muitos lances de ataque e de potenciar as qualidades de um plantel cheio de jogadores de alto nível na frente, do qual Ricardo Horta, Galeno, Paulinho e Trincão são só alguns exemplos. Há clichés do futebol que batem mesmo certo: "Quando se joga bem, está-se sempre mais perto de ganhar"

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