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Joga muito e faz jogar

O mercado de janeiro é um tormento. Para os clubes, treinadores, jogadores, adeptos e até para os jornalistas. E, na verdade, raramente dá os frutos desejados para as administrações. Contratar um jogador que se imponha, de imediato, numa equipa e dê um "boost" competitivo não é fácil. É uma espécie de pote de ouro no fim do arco-irís. A experiência diz-nos isso. Este ano, há uma exceção: chama-se Bruno Fernandes.

O craque português chegou a Old Trafford a conquistou a confiança de tudo e todos. Joga e faz jogar e parece que está há anos a carregar a camisola dos red devils. Carregava o Sporting às costas e agora faz o mesmo no Manchester United, onde foi eleito o melhor jogador do mês de fevereiro na Premier League. Custou 55 milhões, mais 25 por objetivos, mas parece ter sido o negócio da China para o histórico clube inglês. Na próxima época, é candidato a capitão. E, neste fim-de-semana, além de ter sido decisivo na vitória (2-0) sobre o Manchester City ainda mandou calar Guardiola.

A boa forma do craque é a boa notícia do fim-de-semana, que fica marcado pelo adiamento de alguns jogos ou encontros à porta fechada devido ao surto do coronavírus. Em Itália, o clássico Juventus-Inter (2-0) não teve adeptos, mas Ronaldo fez um gesto que se tornou viral, cumprimentando adeptos imaginários, à saída do autocarro da equipa. CR7 não marcou, mas esteve na génese do primeiro golo, de Ramsey, e viu Dybala assinar o melhor momento da noite com uma grande finalização.

No plano doméstico, não se percebeu o que o Sporting, de Rúben Amorim, pode fazer neste novo ciclo, na vitória (2-0) sobre o Aves. O próprio treinador reconheceu que não tirou grandes ilações, pois a equipa avense ficou reduzida a nove unidades, à passagem dos 20 minutos. O próximo encontro, na deslocação a Guimarães, perfila-se como um teste mais a sério para o ex-treinador do Braga, que terá sempre uma missão difícil em Alvalade, dada a instabilidade tão característica dos leões.

Na luta pelo título, Benfica e F. C. Porto empataram e continuam separados por um ponto, com vantagem para os dragões, que, nas últimas semanas, conseguiram recuperar sete pontos de desvantagem. A polémica em torno das arbitragens continua e faltam 10 finais até maio. Portanto, tudo normal no futebol português.

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