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Messi é justo, Modric não foi

Messi é justo, Modric não foi

A FIFA entregou, esta segunda-feira, o prémio The Best de melhor jogador do Mundo a Lionel Messi. Esta eleição, que permitiu ao argentino ultrapassar Cristiano Ronaldo, não é passível de contestação. Todavia, o jogador do Barcelona deveria estar, agora, a empatar com CR7 no que ao número destas conquistas individuais diz respeito, mas não é isso que se verifica.

Cristiano Ronaldo ficou para trás do grande rival, numa época em que ganhou o campeonato e a supertaça em Itália, pela Juventus, bem como a edição de estreia da Liga das Nações, com as quinas ao peito. Messi, por outro lado, arrecadou mais uma liga e uma supertaça espanholas, ao serviço do Barcelona. No total da pretérita temporada, o argentino marcou mais golos do que o português e, admito, apresentou um futebol mais influente do que ele.

Ronaldo e Messi, recorde-se, eram os jogadores com mais prémios de melhor do Mundo da história do futebol, cinco para cada um, mas o argentino tomou a dianteira e percebe-se que o recorde nunca mais pertencerá ao português. Não pela atribuição deste ano, mas sobretudo pela do ano anterior, que consagrou Luka Modric.

Se o critério fosse o mesmo, muito provavelmente teria sido Virgil van Dijk a levar o prémio desta segunda-feira, mas parece que as regras mudaram no decorrer do jogo. Sem pôr em causa do valor de Modric, defendo que, no ano passado, o prémio de The Best de melhor do Mundo só poderia ter tido um destinatário: CR7.

O mal está feito e é irremediável, mas do meu ponto de vista o futebol merecia continuar com os dois extraterrestres no trono, ao mesmo nível. Agora, a estatística coloca Messi acima de todos. Prometo não olhar para ela, porque neste caso a matemática não é uma ciência exata.