O Jogo ao Vivo

Covid-19 Portugal

O baile das máscaras e a tiróide de Putin

O baile das máscaras e a tiróide de Putin

O Governo "adia o fim das restrições", mas do que aqui se trata não é só da proteção respiratória e dos malditos elásticos e atilhos que nos amputam as orelhas há dois anos. É das caretas, das dissimulações e dos horrores que nos contam nos últimos 37 dias, lá na Ucrânia. E de um senhor da guerra, lá de Moscovo, a quem, afinal, se sinaliza toda a fragilidade do mundo: Putin estará "doente com cancro na tiróide".

Na guerra contra a covid-19, o Governo mantém a obrigatoriedade de uso de máscara em espaços interiores e determina que o levantamento de restrições só ocorrerá quando a mortalidade se cifrar abaixo dos 20 óbitos por um milhão de habitantes e a ocupação das unidades de cuidados intensivos estiver abaixo das 170 camas (o indicador inverteu e está agora nos 29,7 óbitos/milhão).

Outro doente. Ao 37.º dia da ofensiva russa a notícia da agência russa "Proekf" é a glândula endócrina do autor moral do massacre que ocorre na Ucrânia (a ONU conta 1276 mortos e 1981 feridos entre a população civil). O mal de Putin, segundo os compêndios da medicina, está abaixo da maçã de Adão e no descontrolo das funções químicas do corpo e da mente, com influência na frequência cardíaca, na pressão arterial, nos estados de humor e no funcionamento intestinal. Et pour cause...

Um amigo de Putin, Cirilo, patriarca ortodoxo de Moscovo, é que deve estar com as orelhas a arder. Em Odessa, na reportagem do jornalista Rui Polónio para o JN/TSF, a madre superiora do mosteiro de S. Miguel "rejeita a autoridade do patriarcado de Moscovo" e antecipa um cisma. "Eles são cúmplices por todas estas mortes e pelo mar de sangue em que a Ucrânia se transformou", afirma Igumina, uma entre cerca de cem religiosas do templo da cidade portuária do Mar Negro.

E ainda outro cisma, de outra religião, a da bola: a presidente da Federação Norueguesa de Futebol, Lise Klaveness, "confronta a FIFA com os direitos humanos no Catar" e critica a atribuição do Mundial-2022 ao emirado.

Sectarismos à parte, sobram caprichos e devaneios igualmente atuais, como um dos estalos mais famosos da história, o que o ator Will Smith desferiu ao humorista Chris Rock, na cerimónia dos Óscares, decorrida no último domingo. O caso podia ter ficado por ali, reduzido ao que foi. E ficou mesmo. Restam os ecos: a polícia estava pronta para atuar e prender o agressor, mas o agredido deu a outra face e "não apresentou queixa" .

Tudo isto e muito mais em www.jn.pt. Boas leituras!

PUB

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG