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País bipolar

A pandemia continua a bater recordes: o relatório de hoje acusa mais 118 mortos (já são quase 7600, ao todo) e mais 10176 casos confirmados (quase 467 mil desde o início).

Neste cenário e a duas semanas das eleições presidenciais, Rui Rio admite que possa ser adiado o plebiscito, dependendo apenas da vontade dos candidatos. Marcelo Rebelo de Sousa apoia um novo confinamento e medidas mais restritivas, mas o Governo resiste e não quer mesmo encerrar escolas.

O frio polar ártico continua a ser notícia, não só pelos alertas lançados pelo IPMA sobre um agravamento para segunda e terça-feira, mas também porque pais e alunos denunciaram a incompatibilidade das regras de arejamento de espaços nas escolas devido à covid-19 com as baixas temperaturas, que obrigam alunos a levar mantas para se aquecer durante as aulas. A DGS já esclareceu que o arejamento é para ser feito nos intervalos e que o ar condicionado, onde existir, pode ser ligado desde que sejam observadas regras de segurança.

Com frio e confinamento marcado para o fim de semana devido à covid-19, os portugueses correram a abastecer de lenha e de aquecedores. Porventura, bastaria ligarem o televisor para sentirem a temperatura subir.

Quentes têm sido os debates para as eleições presidenciais, especialmente quando está presente André Ventura. A polémica como slogan de campanha presidencial tem dado visibilidade ao líder do Chega, mas hoje ficou sem microfone na conferência de impresa que organizou, em Lisboa, com a líder do partido de extrema-direita francês, Marine Le Pen: vários jornalistas abandonaram a sala em protesto contra a falta de condições sanitárias. A culpa, explicou a assessoria de Ventura, foi dos jornalistas. Pois, se calhar.

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