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Passos à frente e atrás

Passos à frente e atrás

A semana que deverá terminar com o fim do estado de emergência em Portugal começou com um aviso do primeiro-ministro, relacionado com a iminente reabertura de alguns setores da sociedade e da economia. "Se as coisas correrem mal, teremos de dar um passo atrás", disse António Costa, admitindo que o risco de contágio vai aumentar à medida que a população começar a sair mais de casa, sendo preciso manter esse risco sob controlo, de forma a evitar a rutura do Serviço Nacional de Saúde.

Os números do dia voltaram a ser encorajadores, na perspetiva de um eventual alívio das medidas restritivas, já que Portugal registou esta segunda-feira o mais baixo aumento de infetados com Covid-19 desde meados de março (163), o que representa um aumento de apenas 0,7% em relação a domingo. Quanto ao número de óbitos, subiu para 928, mais 25 do que no dia anterior.

Na economia, os números foram outros. Segundo um comunicado do Ministério das Finanças, as administrações públicas registaram um saldo orçamental positivo de 81 milhões de euros até março deste ano,, o que representa uma quebra de 762 milhões de euros face ao mesmo período de 2019. O mesmo documento indica que "a execução do primeiro trimestre já evidencia os efeitos da pandemia de Covid-19 na economia e nos serviços públicos na sequência das medidas de política adotadas para mitigar esses efeitos".

Lá por fora, chegam sinais animadores da China, partindo do princípio de que os chineses não querem mesmo enganar ninguém. É que a cidade de Wuhan, onde o novo coronavírus foi detetado no fim de dezembro, já não tem pacientes hospitalizados. Os últimos 12 tiveram alta no domingo e o dia foi apelidado de "histórico" pela imprensa do país.

Nos Estados Unidos, a Casa Branca decidiu cancelar o "briefing" diário sobre a pandemia em que participava Donald Trump. O presidente norte-americano deixa, assim, de poder dizer disparates como aquele da semana passada em que levantou a hipótese de as pessoas se injetarem com desinfetante para matar o vírus. Pelo menos no "briefing", porque o Twitter estará sempre à mão de semear...

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