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Pontes para lado nenhum

Pontes para lado nenhum

Um país quente, outro num impasse, ainda muita desigualdade e demasiado petróleo.

Se nos dedicarmos a jogar dardos com o mapa de Portugal Continental como alvo e a seta acertar na localidade de Alvega, estaremos muito perto da pontuação máxima. Esta antiga freguesia do concelho de Abrantes, onde o recenseamento da população de 2011 encontrou 1 499 habitantes, quase que marca o centro do país e ontem, soube-se hoje, atingiu o topo das temperaturas nacionais, 44,6 graus Celsius. Esta onda de calor trouxe um punhado de novos máximos térmicos absolutos, de Leiria a Anadia, Monção a Ansião. Também aitçou a temporada de incêndios. É o drama da impotência: tudo é passível de reconversão, todos somos intimados a alinhar na mobilidade fresca e dinâmica e empreendedora e etc.; tudo e todos menos os países e as indústrias cujas ações poderiam verdadeiramente remediar o planeta.

Aos 140 dias de guerra na Ucrânia, deu em nada uma reunião na Turquia entre representantes das Nações Unidas, do Governo ucraniano e do regime genocida russo, para se encontrar solução para o escoamento da produção de cereais no país invadido.

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Enquanto na Turquia se lançam pontes que rumam a lado nenhum, no Médio Oriente a engenharia a que Joe Biden se dedica será mais exequível mas também extremamente complexa e questionável. O presidente americano está em Israel, seguindo sábado para a Arábia Saudita. As conversas no país com um regime na subcave do ranking dos direitos humanos andarão à volta do petróleo, da Rússia, do Irão.

Num Sri Lanka em estado de emergência há um Verão Quente em curso. Depois da fuga do presidente Gotabaya Rajapaksa para as Maldivas, pede-se nas ruas que o primeiro-ministro, e agora presidente interino, Ranil Wickremesinghe, siga o exemplo. Entre quem se manifesta ouve-se a palavra "esperança".

Em relatório hoje conhecido do Fórum Económico Mundial fica-se a saber que o aumento da paridade de género no mundo laboral, constante desde 2009, esbarrou na pandemia, que terá afetado em particular quem trabalha em áreas como os cuidados sociais e a educação. Ás coisas correm bem nas organizações governamentais mas permenecem bastante desquilibradas nos setores das infraestruturas e indústria. É uma ponte que se interrompe.

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