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Praia para todos

Praia para todos. O país pediu e o Conselho de Ministros anuiu. Desde segunda-feira, mas com efeitos a partir desta terça-feira, os banhistas já podem ir à praia, estender a toalha e dar mergulhos. O calor e os ajuntamentos de fim de semana forçaram este caminho. Agora será o bom senso a determinar se valeu a pena dar o passo.

Com a subida da temperatura, aquilo a que se assistia de Norte a Sul do país era constrangedor. As recomendações da Polícia Marítima caíam em saco roto. Se umas pessoas saíam do areal, outras acabavam por entrar. Era gente a jogar à bola, outros a mergulhar e vários com a toalha estendida. Estava na cara que seria difícil, para não dizer impossível, pôr ordem na "casa". Chamar o Exército, como chegou a falar-se, também era demais.

A solução foi abrir portas e confiar no bom senso. Até ver os resultados... Para já mantém-se a advertência de que o distanciamento físico é para manter. Essa continuará a ser uma regra básica, seja na areia ou fora dela. Porque a covid-19 a isso obriga.

Mais à frente, no dia 6 de junho, no início oficial da época balnear, as medidas vão apertar. A vigilância policial aumentará e os nadadores-salvadores já estarão de serviço. Nessa altura poderão chegar os tais semáforos para medir a lotação.

Se neste primeiro dia, após a resolução do Conselho de Ministros, o sinal para avaliar o respeito pelas normas é verde, também se sabe que a luz amarela estará sempre à espreita e que se chegar ao vermelho as nossas liberdades recuarão. Por isso, se queremos uma praia para todos, haja juízo.

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